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Palmeiras faz primeiro treino com bola da temporada com os novos reforços

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Após ter realizado testes e avaliações na parte da manhã, o elenco do Palmeiras fez na tarde desta segunda-feira (08), na Academia de Futebol, o primeiro treino com bola da temporada 2024. Os jogadores almoçaram no refeitório e descansaram nos quartos do centro de excelência antes da atividade. Aníbal Moreno, Caio Paulista e Bruno Rodrigues (os três reforços da temporada) trabalharam normalmente com o grupo. O atacante Dudu e o meio-campista Gabriel Menino cumpriram cronograma com o Núcleo de Saúde e Performance.

O elenco alviverde foi a campo pela primeira vez em 2024 (Foto: Cesar Greco/Palmeiras/by Canon)

O treino foi dividido em dois. No campo 1, os atletas aprimoraram, orientando-se por estacas, movimentações e linha de passe. No campo 3, foi colocado em prática um treino em dimensões reduzidas com duas equipes de oito componentes. Os times foram se revezando nas estações.

Um dos destaques do último Campeonato Brasileiro pelo Cruzeiro, o atacante Bruno Rodrigues falou do seu primeiro dia no Alviverde. “Muito feliz com o meu primeiro dia com a equipe. Agradeço demais pelo acolhimento de todos, fui muito bem recebido. Agora é me adaptar o mais rapidamente possível e esperar as competições começarem”, afirmou.

Ex-São Paulo, o lateral e ponta-esquerda Caio Paulista elogiou o suporte que recebeu dos funcionários palestrinos. “A minha chegada aqui foi muito boa, fui muito bem recepcionado por todos, pelo estafe, que de me deu o total suporte. Já estou bem familiarizado, me sentindo em casa e espero agregar muito a esse grupo”, disse.

Aníbal Moreno fez seu primeiro treino na Academia de Futebol (Foto: Cesar Greco/Palmeiras/by Canon)

Por fim, o meio-campista Aníbal Moreno, ainda tímido, também comentou acerca da recepção que recebeu. “A verdade é que estou muito feliz, os meus companheiros me receberam muito bem e estou muito contente de estar aqui”, contou o argentino, que interagiu mais com o compatriota Flaco López.

O Verdão treina nesta terça-feira (09), novamente em dois períodos: às 10h e às 16h. A estreia oficial do Maior Campeão do Brasil no ano será no dia 21 contra o Novorizontino, às 16h, no interior paulista, pela primeira rodada do Paulistão. Na quinta (11), está previsto um jogo-treino contra o Rio Branco.

Fonte: Esportes

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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