SELEÇÃO BRASILEIRA

Mundial Sub-20 de atletismo: mato-grossenses são convocadas

Lissandra Maysa Campos participará, junto com a técnica Cida Souza Lima, da competição mundial em agosto

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Esporte

Foto por: Divulgação CBAt

Mato Grosso terá duas representantes no Campeonato Mundial Sub-20, que será disputado logo após os Jogos Olímpicos de Tóquio, de 17 a 22 de agosto, em Nairóbi, no Quênia. A atleta Lissandra Maysa Campos, de 18 anos, e sua técnica, Maria Aparecida de Souza Lima, foram convocadas pela Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) para integrar a seleção brasileira na competição.

Lissandra, que é contemplada com bolsa atleta, benefício concedido pelo Governo de Mato Grosso via Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), é a primeira do ranking brasileiro sub-20 feminino na prova de salto em distância. Já sua treinadora, Maria Aparecida, é a primeira mato-grossense a competir na modalidade atletismo feminino em Jogos Olímpicos. 

Ambas integram a equipe do Instituto Vicente Lenilson, em Cuiabá. Natural de Nossa Senhora do Livramento (MT), Lissandra Maysa treina na equipe desde 2014. Em junho, a atleta garantiu o bronze no Troféu Brasil de Atletismo e, no início de julho, foi medalhista de prata no Campeonato Sul-Americano de Atletismo Sub-20, realizado em Lima, no Peru. 

“Lissandra é um talento, é campeã desde os Jogos Escolares, campeã brasileira em várias faixas etárias em que participou, medalhista no Troféu Brasil, prata sul-americana e agora tem a chance de conquistar uma medalha no mundial. E, com a ajuda financeira do projeto Olimpus, ela consegue treinar com mais segurança e tranquilidade para voar ainda mais alto”, celebra o medalhista olímpico e assessor da Secel, Vicente Lenilson.

Foto: Mayke Toscano

Mayke Toscano

Vicente Lenilson na inauguração do Complexo Esportivo da Escola Liceu Cuiabano, construído em parceria com o Governo do Estado  

Quem também comemora a convocação das duas é o presidente da Federação de Atletismo de Mato Grosso (FAMT), Tomires Campos Lopes.

“Mato Grosso se garante, mais uma vez, como elite do atletismo no país. Seremos muito bem representados por Lissandra e Maria Aparecida.  E devemos esse sucesso ao apoio que o Governo de Mato Grosso dispensa ao atletismo”. 

Projeto Olimpus

Retomado e ampliado em 2020 pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), o projeto Olimpus garante auxílio financeiro mensal a 151 atletas de Mato Grosso, abrangendo categorias de base e de alto rendimento.

Em 2021, a política pública de fomento ao esporte foi ampliada mais uma vez, contemplando também os  treinadores esportivos.  Com a criação das categorias Bolsa-Técnico Nacional e Bolsa-Técnico Nacional Elite, profissionais de Mato Grosso irão receber valores mensais de R$ 1 mil e de R$ 1,5 mil, respectivamente.

O projeto ainda está possibilitando incentivos especiais aos participantes mato-grossenses nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Tóquio 2021. Atletas, paratletas, atletas-guias e técnicos convocados e/ou medalhistas nas competições mundiais têm direito à premiação que pode chegar a R$ 100 mil. 

 

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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