Esporte
Jogadores do Palmeiras afirmam que primeiro tempo ruim serve de alerta
Esporte
Time mostra preocupação ao avaliar falhas que permitiram o Cruzeiro fazer três gols em jogo da Copa do Brasil
Da redação
Os 3 a 3 com o Cruzeiro, pela Copa do Brasil, fizeram o Palmeiras deixar o Allianz Parque, nesta quarta-feira, em sinal de alerta pelo primeiro tempo ruim. O time levou três gols e embora tenha conseguido se salvar e empatar na etapa final, ficou com a sensação de que novos vacilos no começo das partidas podem ter um custo maior, principalmente na Copa Libertadores, torneio pelo qual tem compromisso semana que vem.
O resultado teve um peso positivo para o time pela reação obtida na segunda etapa. Por outro lado, a análise motivou a autocrítica do quanto o confronto pelas quartas de final da competição poderia estar mais favorável não fosse o início ruim de partida. “Não pode acontecer o que aconteceu, de sair perdendo com três gols. Hoje deu certo reagr, mas quem sabe lá na frente não vai dar para recuperar”, disse o volante Thiago Santos.
Em 26 de julho, no Mineirão, o Palmeiras terá de ganhar fora de casa para avançar à semifinal do torneio. A obrigação de reagir como visitante foi causada por um tropeço no primeiro tempo que tem sido comum neste ano. Em abril, pelo Campeonato Paulista, por exemplo, a equipe levou 3 a 0 da Ponte Preta pela semifinal ainda antes do intervalo. No mesmo mês o time levou 2 a 0 do Peñarol, no Uruguai, pela Copa Libertadores, para depois conseguir virar para 3 a 2.
“Não entramos contra o Cruzeiro da forma que tínhamos que entrar. Jogamos muito desligados no começo”, avaliou o atacante Willian. O atacante e capitão Dudu concordou: “No primeiro tempo foi muito ruim. A gente devia essa recuperação pela torcida, que nao deixou de acreditar no time”, comentou o jogador, autor dos dois primeiros gols.
“O Cruzeiro foi cirúrgico. Com poucas chances, fez os gols. O que fica de lição é que precisamos ser organizados os 90 minutos. Nos poucos momentos em que não tivemos organização, fomos penalizados”, explicou o técnico Cuca. O Palmeiras volta aos treinos nesta quinta-feira à tarde, na Academia de Futebol.
Fonte: O Estado de S.Paulo
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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