"Incentivo"
Inscrições abertas para a 3ª Corrida do Legislativo cuiabano
Em nova edição, a corrida terá o percurso inédito de 7,5km, com uma hora e trinta minutos (1:30h) de duração e início às 06:30h.
Esporte
Estão abertas as inscrições para a 3ª Corrida do Legislativo Cuiabano. Realizada pela Associação Artistas Compositores e Produtores (ACMP) e organizada pela Sem Limites Eventos Esportivos, junto com o vereador Chico 2000 (PL), o evento será no dia 24 de abril, com largada em frente à Câmara Municipal de Cuiabá.
Em nova edição, a corrida terá o percurso inédito de 7,5km, com uma hora e trinta minutos (1:30h) de duração e início às 06:30h. Todo o trajeto terá supervisão técnica da Federação de Atletismo de Mato Grosso (FAMT).
Para participar da prova os atletas de ambos os sexos devem ter idade mínima de 18 (dezoito) anos e fazer a inscrição no site www.morro-mt.com.br, atendendo a todas as normas do regulamento. Será cobrado o valor de R$70,00, já inclusos os custos de conveniência do site mais 2kg de alimentos não perecíveis.
Todo o valor líquido arrecadado será doado para as instituições filantrópicas, Casas Caminho Redentor, Abrigo Bom Jesus e Casa Mãe Joana. Já os alimentos serão destinados aos projetos sociais da Sala da Mulher Maria Nazareth Hahn.
A corrida será dividida em quatro categorias, a geral (masculino e feminino), servidores (somente da Câmara Municipal de Cuiabá, vereadores (somente da Câmara Municipal de Cuiabá) e a de PCDS (físico, visual e cadeirante).
Os prêmios variam de R$100,00 a R$1.400,00, dependendo da categoria e colocação.
O vereador Chico ressaltou que o evento é uma forma de reunir pessoas queridas e fomentar a prática da atividade física. “Esse evento será de extrema importância, além da competição é a prática esportiva, é o encontro com os amigos, com as amigas, é uma corrida onde a família está muito presente. Tenho certeza que todos os 25 vereadores irão participar”, comentou Chico.
Mais informações, acesse: www.morro-mt.com.br
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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