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‘Há 40 dias, sinto essa pressão de 11 anos’, diz volante do São Paulo

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Willian Farias, contratado nesta temporada, admite que jejum de títulos interfere no emocional

 

Da Redação

 

 

Passar tanto tempo sem conquistar um título importante incomoda não só o torcedor mais antigo do São Paulo, ou jogadores com bastante tempo de casa, criados no clube, como também quem acaba de chegar. O volante Willian Farias, titular nas duas últimas partidas da equipe – empate contra o Talleres-ARG que resultou na eliminação na Libertadores e derrota no clássico para o Corinthians –, foi contratado este ano do Vitória, mas já sente o peso do jejum.

“O que eu sinto… Estou há 40 dias no clube e parece que estou há 11 anos. Então, há 40 dias sinto essa pressão de 11 anos”, disse o jogador, na zona mista da Arena Corinthians, no último domingo. “Mas temos de levatar a cabeça, como homens, olhar no olho de cada um. A gente sabe que está devendo resultados bons ao nosso torcedor. Agora, entrega, luta e doação, não estão faltando”, completou.

Desde 2012, quando conquistou a Copa Sul-Americana, o São Paulo nunca mais chegou sequer a uma final de competição, exceção à Recopa de 2013, que era na verdade um prêmio pelo título do ano anterior, já que reunia os ganhadores da Sul-Americana e da Libertadores.

Após mais um tropeço na arena corintiana, onde o clube nunca venceu em dez partidas realizadas (sete derrotas e três empates), o próprio técnico interino, Vagner Mancini, falou sobre o quanto o lado psicológico tem abalado o clube. “O atleta não rende o máximo se tiver problema mental e o São Paulo está com autoestima baixa em campo”, afirmou.

Questionado sobre o assunto, Farias disse: “Entusiasmo a gente precisa ter por vestir essa camisa. Agora, que a gente precisa recuperar a confiança, eu acredito nisso também. E isso é trabalhando”.

De folga nesta segunda, o time só volta a campo no domingo que vem, diante do Red Bull Brasil, no Morumbi, pela oitava rodada do Campeonato Paulista.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: O Estado de S. Paulo / https://esportes.estadao.com.br/noticias/futebol,ha-40-dias-sinto-essa-pressao-de-11-anos-diz-volante-do-sao-paulo,70002725723

Foto: SERGIO NEVES/ESTADÃO

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Brasil vira sobre a Austrália e vence por 4 a 2 em amistoso 

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A Seleção Brasileira superou um primeiro tempo de sustos e derrotou a Austrália por 4 a 2, nesta terça-feira (29.09), em amistoso disputado no Suncorp Stadium, em Brisbane. Vanderson, Raphinha, Bruno Guimarães e Vinicius Júnior balançaram as redes para o Brasil; Circati e Metcalfe marcaram para os donos da casa. A Seleção ainda tem mais um compromisso nesta Data Fifa: no sábado, encara a Índia às 11h (de Brasília), no Vivekananda Yuba Bharati Krirangan Stadium, em Calcutá.

O jogo começou da melhor forma possível para os brasileiros. Aos dois minutos, uma jogada ensaiada pela ponta direita terminou com Rayan servindo Bontempo, que encontrou Vanderson livre para acertar um belo chute no ângulo e abrir o placar.

O segundo quase saiu em seguida. Raphinha recebeu na entrada da área e soltou uma pancada forte, obrigando Patrick Beach a fazer grande defesa. No rebote, o atacante do Barcelona voltou a finalizar, mas parou novamente no goleiro australiano.

Com o controle da posse de bola e do ritmo da partida, o Brasil ditava as ações, mas foi pego em falha pontual. Aos 29 minutos, após cobrança de escanteio fechado, a defesa brasileira se atrapalhou e Circati empatou para os mandantes.

O golpe abalou a equipe de Carlo Ancelotti, que três minutos depois viu o placar virar. Aos 32, a defesa saiu jogando errado, Metcalfe dominou com liberdade na entrada da área e finalizou com precisão, vencendo Otávio.

Aos poucos, a Seleção voltou a crescer. Aos 42, em mais uma boa trama coletiva, Danilo foi derrubado na área. O árbitro japonês Yusuke Araki revisou o lance no VAR e assinalou o pênalti. Raphinha cobrou com firmeza e deixou tudo igual antes do intervalo.

O segundo tempo começou mais equilibrado. A primeira grande chance foi australiana: aos 15 minutos, Circati apareceu livre na área após escanteio, mas cabeceou por cima, desperdiçando boa oportunidade para os donos da casa.

Do outro lado, o Brasil demorou a criar, mas foi cirúrgico quando chegou. Depois de um primeiro tempo discreto, Vinicius Júnior passou a aparecer mais no jogo. O atacante foi lançado pela esquerda e encontrou Endrick dentro da área, que deu um passe preciso para Bruno Guimarães completar para o fundo das redes e recolocar o Brasil em vantagem.

Aos 30 minutos, quase saiu o quarto. Vini arrancou pela esquerda e inverteu a jogada para Estêvão, que finalizou no canto e viu Patrick Beach fazer mais uma grande defesa. No rebote, a bola ainda bateu em Endrick antes de sair pela linha de fundo.

Aos 34, nada impediu o gol que selou a vitória. Vinicius Júnior fez bela jogada individual, driblou o marcador e foi derrubado dentro da área. O próprio camisa 7 cobrou o pênalti com categoria e converteu.

Nos minutos finais, a equipe de Carlo Ancelotti administrou a vantagem e controlou a partida até o apito final, confirmando o resultado.

FICHA TÉCNICA
Austrália 2 x 4 Brasil
Competição Amistoso
Local Suncorp Stadium, Brisbane (AUS)
Data 29 de setembro de 2026 (terça-feira)
Horário 7h (de Brasília)
Cartões Amarelos (Austrália) Irankunda, Souttar
Cartões Amarelos (Brasil) Gabriel Magalhães, Endrick
Cartões Vermelhos Nenhum
Arbitragem Árbitro Yusuke Araki (JAP)
Arbitragem Assistentes Kota Watanabe (JAP) e Kohe Ando (JAP)
Arbitragem Quarto árbitro Ryo Tanimoto (JAP)
Gols 1º gol Vanderson, aos 2 do 1ºT (Brasil)
Gols 2º gol Circati, aos 29 do 1ºT (Austrália)
Gols 3º gol Metcalfe, aos 33 do 1ºT (Austrália)
Gols 4º gol Raphinha, aos 44 do 1ºT (Brasil)
Gols 5º gol Bruno Guimarães, aos 24 do 2ºT (Brasil)
Gols 6º gol Vinicius Júnior, aos 34 do 2ºT (Brasil)
Escalação Austrália Patrick Beach; Jacob Italiano (Geria), Alessandro Circati, Harry Souttar e Lucas Herrington; Aziz Behich, Jackson Irvine e Paul Okon-Engstler (O’Neill); Connor Metcalfe (McGree), Nestory Irankunda (Younis) e Tete Yengi. Técnico: Tony Popović
Escalação Brasil Otávio, Vanderson (Matheuzinho), Jair (Vitor Reis), Gabriel Magalhães e Mauro Júnior (Arthur Dias); Danilo (Breno Bidon), Bruno Guimarães (Martinelli) e Gabriel Bontempo (Andrey Santos); Rayan (Estêvão), Raphinha (Endrick) e Vini Júnior (Samuel Lino). Técnico: Carlo Ancelotti

Fonte: Esportes



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