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Grêmio vence, rebaixa o Goiás e mantém chance de título do brasileirão
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O Grêmio saiu vitorioso no confronto contra o Goiás, com placar de 2 a 1, em partida realizada em Porto Alegre, pela 36ª rodada do Campeonato Brasileiro. Apesar de começar perdendo, a equipe da casa buscou a virada, conquistando assim uma vaga na Libertadores, mantendo-se vivo na disputa pelo título e rebaixando os visitantes.
Com esse resultado, o Grêmio ocupa a quinta posição na tabela, com 62 pontos, garantindo sua permanência no G6 e uma vaga pelo menos na pré-Libertadores. Além disso, o Tricolor Gaúcho está apenas quatro pontos atrás do líder Palmeiras, mantendo-se na briga pelo título. Para alcançar esse objetivo, a equipe precisará vencer os próximos dois jogos e torcer por tropeços do Palmeiras, Flamengo, Atlético-MG e Botafogo. Por outro lado, o Goiás ocupa o 18º lugar, com 35 pontos, e está matematicamente rebaixado.
Pela penúltima rodada do Brasileirão, ambas as equipes entrarão em campo no próximo domingo, às 18h30 (horário de Brasília). O Grêmio enfrentará o Vasco em Porto Alegre, enquanto o Goiás jogará contra o Fortaleza na Arena Castelão, em busca de uma vaga na Copa Sul-Americana.
Os primeiros minutos da partida foram equilibrados, com o Grêmio atacando a área adversária sem oferecer perigo. Por outro lado, o Goiás defendeu-se bem e marcou o primeiro gol quando teve a oportunidade. Aos 27 minutos, Morelli recebeu a bola no meio campo e finalizou com tranquilidade para vencer o goleiro Caíque e colocar os visitantes em vantagem.
A segunda etapa começou movimentada, com Caíque fazendo uma defesa em cima da linha para evitar o segundo gol do Goiás após um cabeceio. Aos quatro minutos, em um contra-ataque rápido, Luis Suárez lançou a bola para Ferreira, que estava na área. O atacante cortou para dentro pela esquerda e chutou cruzado, igualando o placar.
O gol de empate deu forças ao Grêmio, que partiu para cima e marcou o segundo gol aos dez minutos. Após uma boa troca de passes, Bruno Melo errou o corte da bola, e Cristaldo aproveitou para finalizar de primeira, colocando a equipe da casa em vantagem. A virada trouxe tranquilidade para o time comandado por Renato Gaúcho, que chegou perto de marcar o terceiro gol com Suárez sendo bastante acionado, mas o uruguaio foi parado pela defesa adversária.
Fonte: Esportes
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Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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