Esporte
Grêmio vence Novo Hamburgo e segue líder do Gauchão
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O Grêmio entrou em campo no início da noite deste sábado, no Estádio dos Eucaliptos, em Santa Cruz do Sul, para enfrentar o Avenida, em jogo válido pela 5ª rodada do Campeonato Gaúcho. Com mudanças na equipe, o Tricolor venceu os donos da casa pelo placar de 1 a 0, com gol assinalado por Nathan Fernandes na etapa inicial.
O resultado mantém o Grêmio na liderança da competição, com 12 pontos somados em cinco jogos.
Os primeiros instantes da partida foram equilibrados, sem muitas chances claras no campo de ataque. Foi o time de Renato Portaluppi quem ameaçou inicialmente, com Nathan Fernandes invadindo a área pela esquerda e cruzando na marca penal, mas a defesa da equipe do interior do estado cortou com Jonatha, aos 5 minutos.
A partir daí, o jogo passou a ficar mais movimentado e a resposta adversária veio logo depois, em um lance de contra-ataque que terminou em falta para os donos da casa na risca da grande área: Carlos Henrique bateu, mandando direto à meta gremista, onde Caíque defendeu. A bola ainda ficou viva, mas a zaga cortou pela linha de fundo. Outra oportunidade dos donos da casa saiu dos pés de Jean Carlo, que de fora da área cortou a marcação e arrematou, obrigando mais uma defesa do goleiro tricolor.
Mas passados 13’, o Grêmio chegou novamente, quando tramou com F. Cristaldo e Dodi, que recebeu o passe e tentou a finalização, mas Ruan defendeu com tranquilidade. Sete minutos depois, foi Galdino quem arriscou de longe, mandando à esquerda da meta adversária.
Quando o relógio marcava 35 minutos de bola rolando, o Grêmio abriu a contagem nos Eucaliptos. Nathan Fernandes recebeu na meia esquerda, desceu em diagonal, cortou a marcação e finalizou, mandando para o fundo das redes e assinalando o gol gremista.
Logo depois da saída do meio-campo, os gremistas intensificaram o ritmo de jogo e chegaram novamente com o autor do gol, que foi a linha de fundo e cruzou fechado na frente da meta, mas a zaga conseguiu o corte.
Já o Avenida tentou responder as investidas do Grêmio com um cruzamento feito por Jean Carlo, mas por sorte, ninguém alcançou e a bola saiu pela lateral.
Mesmo com maior posse de bola na etapa inicial, o Tricolor não conseguiu ampliar a contagem, mesmo dominando a maior parte das ações na etapa inicial.
O segundo tempo seguiu da mesma forma, mas com algumas ações iniciais dos donos da casa, que logo ameaçaram com um cruzamento de Jean Carlo, que levantou na área, mas o goleiro gremista segurou firme. Na sequência, Felipe Cruz também arrematou em direção a meta, mandando para fora.
O Tricolor respondeu quase que de imediato, com uma chance de falta, passados 6 minutos: F. Cristaldo mandou direto, mas para fora. Lucas Besozzi também tentou, invadindo a área e fazendo o passe rasteiro para o centro, mas a defesa da equipe de Santa Cruz do Sul fez o corte.
Passados 19’, após cobrança de escanteio, Lucas Besozzi recebeu o passe na área, girou e encheu o pé, obrigando uma grande defesa do goleiro Ruan, que espalmou pela linha de fundo.
Mas o Avenida não se abalou e também levou perigo à meta gremista: a bola foi alçada no segundo poste por Jean Carlo, mas Caíque saiu bem e afastou de soco.
Outra chance do Grêmio saiu novamente dos pés de Besozzi, que fez uma linda jogada pela esquerda, passou por dois marcadores e cruzou, mas ninguém conseguiu concluir em gol, com 24’ jogados.
Aos 33’, a equipe adversária tramou com perigo, colocando uma bola na área. No lance, Reinaldo e Alan dividiram e o jogador do Avenida caiu pedindo pênalti – nada foi assinalado.
Na reta final da partida, aos 41’, Lucas Besozzi desceu pela esquerda e fez um lindo cruzamento no segundo poste, na medida para André Henrique. O atacante dominou e chutou, mas a bola subiu demais. Mas o time do interior ainda seguiu buscando o empate: Bruninho fez um cruzamento da direita, alcançando Hélio, que girou na marca penal e chutou, mandando para fora.
Do lado tricolor, já nos acréscimos, Cuiabano colocou a bola na pequena área, mas o goleiro fez a defesa em dois tempos. Por pouco os adversários não empataram no final da partida, quando Chicão, de dentro da área, mandou a gol, mas por sorte houve o desvio para fora.
Final de jogo: Avenida 0x1 Grêmio.
Com o resultado, Grêmio segue na liderança, com 12 pontos somados em cinco jogos. O próximo desafio será diante do FC Santa Cruz, na Arena, às 21h30 de terça-feira.
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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