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Grêmio perde em casa para o Corinthians pelo Brasileirão

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Atuando pela 34ª rodada do Campeonato Brasileiro, o Grêmio foi superado pelo Corinthians na Arena por 1 a 0. A torcida Tricolor fez bonito neste domingo, 12, e lotou a casa gremista. Foram mais de 51 mil torcedores.

Com o resultado, a equipe de Renato Portaluppi está na terceira colocação do Brasileirão, com 59 pontos.

O Tricolor iniciou os primeiros minutos trocando passes e buscando chegar ao gol. O gramado pesado, por conta da chuva, dificultava as ações gremistas.

Com poucas oportunidades de gol, o jogo se caracterizava pelo excesso de faltas. Após um pedido de pênalti da equipe paulista, Bruno Mendez chegou forte em Besozzi, aos nove. O árbitro consultou o VAR e expulsou o zagueiro adversário.

Logo depois, aos 11’, João Pedro sentiu e precisou ser substituído por Fábio.

A primeira tentativa Tricolor veio aos 14’, com Besozzi. O atacante entrou para dentro da pequena área, driblou os defensores e bateu cruzado, porém Cássio ficou com a bola. A partir daí, só dava Grêmio. Com 16’, Cristaldo cabeceou, buscando Galdino, mas, mais uma vez, o arqueiro do Corinthians pegou firme.

O ponteiro chegava aos 22’, quando Fábio, sozinho, avançou pela direita, cruzou rasteiro, mas a defesa afastou. Na sequência, Luis Suárez recebeu e serviu Galdino. O atacante marcou, mas o árbitro viu impedimento do craque uruguaio.

Na primeira oportunidade, o Corinthians marcou, aos 31’. Ángel Romero recebeu na pequena área e balançou as redes.

Após sair atrás do placar, o Grêmio seguiu pressionando. Com 33’, Carballo tentou um chute da intermediária, mas Cássio segurou firme. Já aos 38’, foi a vez de Galdino finalizar de fora da área, porém a bola subiu demais. Era chance atrás de chance. O ponteiro marcava 41’, quando Reinaldo pegou a sobra e bateu firme, mas o arqueiro adversário defendeu.

A grande oportunidade gremista veio aos 46’. Galdino recebeu um passe açucarado de Carballo. O atacante avançou e, muito marcado, chutou na saída de Cássio, que ficou com a finalização. A última chance do primeiro tempo foi aos 49’. Reinaldo chutou de longe nas mãos do goleiro.

No intervalo, o comandante Renato realizou sua primeira troca. Ferreira entrou na vaga de Besozzi.

Aos três minutos, veio a primeira grande oportunidade. Suárez bateu falta no ângulo e Cássio brilhou.

A pressão era Tricolor também no segundo tempo. Com 11 jogados, Galdino acionou Suárez, que finalizou, mas a oportunidade foi pra fora.

Aos 14’, Kannemann e Galdino saíram para as entradas de André Henrique e JP Galvão.

A grande oportunidade da segunda etapa veio aos 17’. Reinaldo cruzou na medida para André Henrique, que cabeceou. A bola passou perto da trave.

Aos 35’, Bruno Alves fez falta em Fagner e o árbitro expulsou o zagueiro, direto. Logo depois, Fabio saiu para a entrada de Gustavo Martins.

O zagueiro entrou e buscou o gol, mas a cabeçada na bola subiu demais. Na sequência, aos 42’, Grando precisou trabalhar, mas com tranquilidade.

Gustavo Martins, com 44’, recebeu de Suárez e, mais uma vez, finalizou. A chance passou perto da trave. O Grêmio buscou, mas não conseguiu passar pela defesa adversária. Final de jogo: Grêmio 0x1 Corinthians.

O próximo compromisso do Tricolor será no dia 26 de novembro, diante do Atlético-MG, em Minas Gerais.

Fotos: Lucas Uebel | Grêmio FBPA

Fonte: Esportes

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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