Esporte
Ginásio Aecim Tocantins recebe Circuito Brasileiro de Vôlei de Praia
Esporte
Da Redação
Uma grande estrutura está sendo montada no estacionamento do Ginásio de Esportes Aecim Tocantins para receber os jogos do Circuito Brasileiro Open de Vôlei de Praia. A competição, que acontece de 23 a 27 de outubro, terá a participação das melhores duplas do país, inclusive quatro medalhistas olímpicos e cinco campeões mundiais. A entrada é gratuita.
O processo de montagem da Arena de vôlei de praia teve início ainda na semana anterior e está em fase de finalização para abrigar as disputas, a partir das 8 horas de quarta-feira (23.10). A estrutura montada conta com quadras de areia, iluminação, gradis, banheiros químicos, coberturas, cadeiras e arquibancadas com cerca de 1300 lugares para a torcida mato-grossense acompanhar de perto os duelos. Para assegurar a qualidade técnica da competição, foram adquiridos 1500 metros cúbicos de areia, que serão posteriormente utilizados para abastecer quadras de areia da cidade.
Segundo o presidente da Federação Mato-grossense de Voleibol (FMTV), Nicanor Lopes Filho, o apoio da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel) foi fator decisivo para trazer o evento de porte nacional a Cuiabá. “Foi um apoio imprescindível. O auxílio com a entrega da infraestrutura necessária é uma contrapartida básica para que o evento viesse pra cá”, explica.
O Circuito Brasileiro é a maior competição de vôlei de praia do país e ficou sete anos longe da capital mato-grossense. A última vez que a cidade recebeu o torneio foi em 2012. Neste ano, Cuiabá recebe a segunda etapa da temporada 2019/2020, que estreou em Vila Velha (ES), em setembro, e segue para Ribeirão Preto (SP), em novembro. Já as etapas de 2020 passarão por João Pessoa (PB), Maceió (AL), Aracaju (SE) e Rio de Janeiro (RJ).
“Faz sete anos que o Estado não recebe o Open de Volei de Praia. E agora, o público mato-grossense terá de novo a oportunidade de ver jogar todas as estrelas do vôlei de praia mundial. Teremos aqui as quatro duplas quer vão representar o Brasil nas próximas Olimpíadas, e outros campeões olímpicos e mundiais”, anuncia Nicanor.
O Brasil é o país com mais medalhas no vôlei de praia nos Jogos Olímpicos, somando três ouros, sete pratas e três bronzes. Participam da competição em Cuiabá, os medalhistas olímpicos Alison (ES), Bárbara Seixas (RJ), Juliana (CE) e Ricardo (BA), além do campeão mundial André Stein (ES) e dos medalhistas pan-americanos Álvaro Filho (PB), Ângela (DF), Carol Horta (CE) e Vitor Felipe (PB), e outros vários atletas revelação da nova geração.
Representando Mato Grosso, irão competir duas duplas do naipe masculino (Alcir/Paulo e Ricardo/Ricardo Queiroz) e no feminino serão cinco atletas: a dupla Ana/Bárbara, além das atletas Dani, Laryssa e Priscila, com parceiras de outros Estados.
Para o titular da Secel, Allan Kardec, o apoio básico em infraestrutura oferecido ao evento, possibilitará resultados socioeconômicos positivos. “Mais uma vez, apoiamos um grande evento esportivo que traz muita visibilidade à cidade e ao Estado e que movimenta muitos setores. Também estamos muito felizes por possibilitar o acesso da população mato-grossense a um belo espetáculo do esporte, ajudando a incentivar a prática desportiva”.
Todos os jogos do torneio principal serão transmitidos. Da fase de grupos às semifinais, os jogos podem ser assistidos ao vivo no site voleidepraiatv.cbv.com.br e no Facebook da Confederação Brasileira de Voleibol (CBV). As finais são exibidas exclusivamente pelo SporTV, no sábado à noite (masculino) e no domingo de manhã (feminino).
Para assistir os jogos ao vivo a entrada é gratuita, limitada à capacidade do espaço que contará com estrutura adequada e toda segurança possível. Na parte externa também haverá um telão para transmissão das partidas em tempo real. (Com informações da Assessoria de Imprensa da CBV)
Serviço
Circuito Brasileiro Open de Vôlei de Praia
Local: estacionamento do ginásio Aecim Tocantins
Data: 23 a 27 de outubro
Programação
Fonte: SECOM-MT /
Fotos: Secom-MT / Wander Roberto de Oliveira
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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