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Fluminense vence o Madureira e reassume a liderança do Carioca

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Na noite desta quinta-feira (15), o Flamengo demonstrou sua força no Campeonato Carioca ao vencer o Bangu por 3 a 0, em uma partida realizada na Arena Batistão, em Aracaju, Sergipe, válida pela oitava rodada da competição. O resultado colocou o time rubro-negro na liderança da Taça Guanabara, empatado em pontos com o Fluminense, mas levando vantagem no saldo de gols. O Bangu, por sua vez, permanece na décima posição, somando apenas cinco pontos.

O grande destaque da partida foi Pedro, que com um hat-trick, não apenas selou a vitória do Flamengo mas também alcançou a marca de sete gols na temporada e 112 gols pelo clube carioca. O atacante recebeu uma ovação da torcida ao ser substituído no segundo tempo, em reconhecimento à sua brilhante atuação.

O Flamengo iniciou o jogo impondo pressão sobre o Bangu, controlando a posse de bola e forçando o adversário a recuar. A persistência do time da Gávea rendeu frutos logo antes da parada técnica, com Pedro abrindo o placar, fruto da qualidade individual dos jogadores do Flamengo, que souberam encontrar brechas na defesa adversária.

Sob o comando de Tite, o Flamengo apresentou um jogo previsível em certos momentos, especialmente na ligação entre os pontas e laterais. Gerson, deslocando-se mais para o lado direito, e Luiz Araújo, que brilhou na última partida mas encontrou dificuldades nesta, buscaram criar oportunidades, retomando a formação que havia encerrado a última temporada.

O início do segundo tempo foi mais dinâmico, com o Bangu tentando ser mais ofensivo e até dando sustos na defesa rubro-negra. Contudo, o Flamengo, com eficiência, ampliou o marcador com Pedro, contando com a assistência de Luiz Araújo para o segundo gol da noite. Logo após, Bruno Henrique substituiu Araújo, mantendo o nível de ataque da equipe.

A entrada de Gabigol, atendendo aos pedidos da torcida e já com o placar em 2 a 0, agitou o público. Pedro, aproveitando o bom momento, marcou seu terceiro gol na partida, solidificando a vitória do Flamengo. Apesar do placar desfavorável, Gabriel Leite, goleiro do Bangu, destacou-se com importantes defesas, evitando um placar ainda mais elástico.

Com esse triunfo, o Flamengo segue firme na busca pelo título da Taça Guanabara, enquanto o Bangu terá de reagrupar e buscar recuperação nas próximas rodadas do Campeonato Carioca.

FICHA TÉCNICA

BANGU 0 X 3 FLAMENGO

Data e hora: 15 de fevereiro de 2024, às 21h30

Local: Batistão, Acaraju (SE)

Árbitro: Jodis Nascimento de Souza

Assistentes: Marcus Vinicius Machado Araújo Brandão e Lucas Castro dos Santos

VAR: Rodrigo Carvalhaes de Miranda

Cartões amarelos: Renatinho (BAN), Igor Jesus (FLA)

Gols: Pedro (aos 24 minutos do primeiro tempo), Pedro (aos 12 minutos do segundo tempo), Pedro (aos 28 minutos do segundo tempo)

Bangu: Gabriel Leite; Saulo (Yaya Banhoro), Lucas Araújo, Victor Oliveira, Felipe Soares, Erick Daltro, Renatinho (Walney), Raphael Augusto, Adsson (Baltoré), João Victor (Ronald) e Anderson Lessa (Edgar Neto). Técnico: França Júnior.

Flamengo: Rossi; Varela, Fabrício Bruno, Léo Pereira e Ayrton Lucas; Igor Jesus (Rayan Lucas), Gerson e Arrascaeta (Gabigol); Luiz Araújo (Bruno Henrique), Everton Cebolinha (Matheus Gonçalves) e Pedro (Victor Hugo). Técnico: Tite.





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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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