na estreia de Diniz

Fluminense vence e Atlético-GO lidera grupo na Sul-Americana

Fluminense venceu o Junior Barranquilla, da Colômbia e o Atlético-GO passou pelo Defensa y Justicia-ARG, em Goiânia

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Esporte

Foto: Wongsaphat Suknachon/Getty

A noite da última quarta-feira (04) foi vitoriosa para os brasileiros na Copa Sul-Americana. Enquanto o Fluminense venceu o Junior Barranquilla, da Colômbia, na estreia de Fernando Diniz, o Atlético-GO passou pelo Defensa y Justicia-ARG, em Goiânia, em confrontos válidos pela quarta rodada da fase de grupos do torneio internacional.

Na estreia de Diniz, o Fluminense derrotou o Junior Barranquilla, por 2 a 1, no Maracanã, no Rio de Janeiro. Ganso, em fase iluminada, abriu o placar, mas Borja deixou tudo igual no início do segundo tempo. Só que a joia Luiz Henrique fez o segundo e selou a vitória tricolor.

O resultado é extremamente importante para as pretensões de classificação, já que o Fluminense assumiu a vice-liderança do Grupo H, com sete pontos. Mesma pontuação que o líder Junior Barranquilla, mas com pior saldo: 4 a 1. O Unión-ARG, com um jogo a menos, é o terceiro colocado, com cinco pontos. Nesta fase de grupos, somente o vencedor de cada chave avança ao mata-mata.

Num confronto bastante movimentado, o Atlético-GO venceu o Defensa y Justicia por 3 a 2, no estádio Antônio Accioly, em Goiânia. Os brasileiros abriram 3 a 0 sobre o rival argentino no placar, mas sofreram dois gols no segundo tempo e quase deixaram escapar o resultado positivo.

A vitória manteve o Atlético-GO na liderança do Grupo F, agora com nove pontos. Mesma pontuação que a LDU-EQU, que derrotou o Antofagasta-CHI nesta quarta, por 2 a 1, no Chile, só que com os brasileiros tendo vantagem no número do saldo de gols: 5 a 2.

A quarta rodada terá seu encerramento nesta quinta-feira com mais três brasileiros em campo. O São Paulo visitará o Everton, no Chile, o Internacional jogará contra o Guaireña, no Paraguai, e o Santos visitará a Universidad Católica, em Quito, no Equador.

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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