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Fluminense despacha o Águia de Marabá com goleada histórica e avança na Copa do Brasil

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O Fluminense não tomou conhecimento do Águia de Marabá e carimbou sua vaga para a segunda fase da Copa do Brasil com uma goleada avassaladora de 8 a 0, em partida disputada nesta quarta-feira (26.02), no Estádio Mangueirão, em Belém.

O Tricolor das Laranjeiras demonstrou superioridade desde o apito inicial, construindo a vitória com gols de Canobbio, Cano (duas vezes), Ignacio, Paulo Baya, Arias, Everaldo e Serna. O resultado elástico confirma o favoritismo do Fluminense e a solidez do seu elenco.

Primeiro tempo 

O Fluminense não demorou a mostrar suas garras e abriu o placar logo aos 11 minutos, com Canobbio aproveitando uma roubada de bola na saída do Águia. Aos 14, Cano ampliou de cabeça, após cruzamento preciso na área. O domínio tricolor era evidente, com o time criando diversas oportunidades e desperdiçando chances de ampliar o marcador. Aos 31, Cano voltou a marcar, demonstrando oportunismo e faro de gol. Nos acréscimos, Ignacio selou o primeiro tempo impecável do Fluminense, marcando de cabeça após cruzamento.

Segundo tempo

Na etapa final, o Águia esboçou uma reação inicial, mas Fábio, goleiro do Fluminense, impediu qualquer chance de gol dos donos da casa. A partir daí, o Fluminense retomou o controle da partida e ampliou a vantagem. Paulo Baya marcou um golaço aos 23 minutos, acertando um belo chute de fora da área. Aos 25, Arias aproveitou um contra-ataque rápido para marcar o sexto. Everaldo deixou sua marca aos 33, chutando na saída do goleiro Axel. E para fechar a goleada, aos 36, Everaldo tocou para Serna, que apenas empurrou a bola para o fundo das redes.

Próximo desafio: Caxias fora de casa:

Com a classificação garantida, o Fluminense agora se prepara para enfrentar o Caxias, em Caxias do Sul, na próxima fase da Copa do Brasil. A partida promete ser um desafio para o Tricolor, que terá que superar a força do adversário e a pressão da torcida local. A data do confronto ainda será definida pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

Cano, com dois gols, chegou a 46 gols com a camisa do Fluminense, se isolando como o segundo maior artilheiro do clube no século.

O Fluminense não marcava oito gols em uma partida desde 2012, quando venceu o Resende por 8 a 1.
A goleada sobre o Águia de Marabá é a maior vitória do Fluminense na história da Copa do Brasil.

FICHA TÉCNICA

ÁGUIA DE MARABÁ 0 X 8 FLUMINENSE

Local: Mangueirão, em Belém (PA)
Data: 26/02/2025
Horário: 19h30(de Brasília)
Árbitro: Davi de Oliveira Lacerda (ES)
Assistentes: Douglas Pagung (ES) e Guthieri Javarini Rodrigues (ES)
GOLS:  Canobbio, aos 11′ do 1º T; Cano, aos 14 e 31′ do 1º T; Ignacio, aos 45′ do 1º T; Paulo Baya, aos 23′ do 2º T; Arias, aos 25′ do 2º T; Everaldo, aos 33′ do 2º T. (FLUMINENSE)

ÁGUIA DE MARABÁ: Axel, Bruno Limão, Lucão, Carlos Alberto e Alan Pires (Reidiner); Murilo (Kaique), Germano (Guga) e Kukri; Lucas Silva, Erico Júnior (Jeffinho) e Jonatas Bastos (Doda). Técnico: Sílvio Criciúma

FLUMINENSE: Fábio, Guga, Ignacio, Juan Freytes e Gabriel Fuentes (Renê); Otávio (Nonato), Martinelli, Lima (Paulo Baya) e Jhon Arias; Germán Cano (Everaldo) e Agustín Canobbio (Serna). Técnico: Mano Menezes

Fonte: Esportes



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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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