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Flamenguista e técnico do Sport, Luxemburgo desconversa sobre 87

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Técnico se irritou ao ser questionado sobre o assunto após vitória diante do Flamengo: “A resposta só vai me trazer uma situação desconfortável”

Da Redação

 

Vanderlei Luxemburgo, técnico do Sport  há uma semana e flamenguista confesso, não conseguiu escapar da principal discussão envolvendo os dois clubes, a disputa judicial pelo título do Brasileirão de 1987. Após a vitória do Sport sobre o Flamengo por 2 a 0, na Ilha do Retiro, na noite desta quarta-feira, Luxemburgo demonstrou irritação ao falar sobre o tema.

“Você ficou uma semana para tomar coragem. Pensou assim: ‘eu vou ser o cara que vai perguntar. O carioca tem que responder’”, disse Luxemburgo, ironizando o repórter que o abordou em entrevista coletiva, já admitindo que “estava na hora de alguém perguntar”.

O experiente treinador, porém, não deu seu veredicto sobre o verdadeiro campeão e ainda criticou a imprensa. “Respeito todas as perguntas, mas vou te retribuir com outra pergunta. Estou no Sport e todo mundo sabe que eu sou Flamengo. Para que eu vou deixar 50% chateado comigo? Não tem porque existir essa pergunta. É só para deixar um profissional mal com um ou com outro. A taça já foi decidida pelo tribunal. O que vai valer a minha resposta?”, questionou.

“Eu respeito a tua pergunta, mas vocês (jornalistas) deveriam pensar que tem um ser humano aqui, que tem família, neto. Eu respeito, mas tem de pensar um pouco nisso. A resposta só vai me trazer uma situação desconfortável em qualquer situação. Desculpa, mas eu não vou responder porque já está respondido pela Justiça”, concluiu Luxemburgo.

O treinador de 65 anos é cria das categorias de base do Flamengo (atuou como jogador entre 1971 e 1978) e nunca escondeu ser torcedor rubro-negro.  Nessa quarta, o garoto Thomás, também formado no Flamengo e autor do segundo gol do Sport, apimentou ainda mais a história ao comemorar seu gol fazendo um 8 e um 7 com as mãos.

Entenda o caso

O título nacional de 30 anos atrás foi parar nos tribunais. Em abril, o STF negou recurso do Flamengo e declarou o Sport como único campeão brasileiro de 1987, por 3 votos a 1.

O torneio daquele ano foi disputado em dois módulos. Um, independente da CBF, com os representantes do Clube dos 13, foi conquistado pelo Flamengo, com o Internacional em segundo lugar. O outro foi conquistado pelo Sport, com o Guarani em segundo – os times haviam dividido a taça após empate na disputa por pênaltis, mas depois o Sport foi considerado campeão pela melhor campanha.

Por ordem da CBF, os quatro clubes teriam de disputar um quadrangular para definir o campeão nacional. Como Flamengo e Internacional abdicaram da disputa, Sport e Guarani voltaram a decidir o torneio. Com empate em Campinas e vitória no Recife, o time pernambucano ficou com a taça.

 

 

Fonte: Placar

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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