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Flamengo vence o Bragantino e agita a final do Brasileirão
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O Flamengo usou a habilidade de Arrascaeta para vencer o Bragantino por 1 a 0 em um jogo intenso no Maracanã. Com essa vitória, eles ultrapassaram o Bragantino na tabela do Campeonato Brasileiro e estão agora na briga pelo título nacional, colados no Botafogo.
Com 60 pontos, o Flamengo está em terceiro lugar, atrás apenas do Palmeiras, que tem 62 pontos, e do Botafogo, que está na vice-liderança com 61 pontos. Por outro lado, o Bragantino ficou estacionado com 59 pontos e perdeu a chance de incomodar os líderes do Brasileirão.
No primeiro tempo, o jogo foi agitado, com alternância de poder. O Flamengo começou melhor, mas acabou acuado por um Bragantino organizado. Pouco antes do intervalo, o time carioca se recuperou com a força de seus pontas, mas Rossi e Cleiton, do Bragantino, conseguiram evitar mudanças no placar após escanteios.
Na etapa final, o Bragantino acertou a trave antes de Arrascaeta decidir o jogo. O jogador uruguaio tabelou com Pulgar, driblou dois marcadores e marcou o gol da vitória com um chute de bico, animando o Maracanã.
Apesar de ter mais posse de bola, o Flamengo teve dois sustos no começo do jogo protagonizados por Juninho Capixaba, lateral do Bragantino. Primeiro, ele cabeceou obrigando Rossi a realizar uma defesa aos cinco minutos, e depois errou o alvo ao receber um lançamento de Matheus Fernandes.
No entanto, esses lances de perigo melhoraram o desempenho do Bragantino, que passou a neutralizar as investidas do Flamengo e tomar o controle técnico do jogo. Matheuzinho, amarelado por reclamação, teve dificuldades em lidar com a velocidade de Vitinho, que quase marcou ao completar um cruzamento de Aderlan.
Incomodado, o técnico Tite pediu mais “bola no pé” para seus jogadores, e eles atenderam prontamente. Luiz Araújo e Cebolinha infernizaram a defesa do Bragantino com jogadas de fora para dentro e reativaram a empolgação da torcida. O Bragantino até tentou responder com Aderlan após uma falha defensiva do Flamengo, mas Matheuzinho bloqueou o chute com a cabeça de Léo Ortiz.
O goleiro do Bragantino mostrou serviço nos minutos finais do primeiro tempo, espalmando um chute de Cebolinha que resultou em escanteio. Na cobrança, Cebolinha subiu mais alto que todos os outros e quase marcou o gol.
No início da segunda etapa, o Flamengo fez duas substituições: Wesley entrou no lugar de Luiz Araújo, e Pulgar substituiu Matheuzinho. Essas alterações mudaram o padrão de jogo do Flamengo, que passou a ter Gerson mais avançado e jogando pelo lado direito.
O técnico do Bragantino também fez alterações ao ver o Flamengo criar boas chances, principalmente pelo meio de campo. Hurtado, do Equador, e Mosquera, da Colômbia, foram acionados. Mosquera, aliás, não demorou muito para causar problemas, dando um bom passe para Lucas Evangelista, que errou o chute.
Desesperado pelo empate, o Bragantino partiu para o ataque com dois atacantes frescos em campo: Thiago Borbas e Alerrandro. No entanto, Borbas ficou menos de cinco minutos em campo antes de receber um cartão vermelho por uma falta que gerou reclamações. Essa jogada foi a última de grande importância antes do apito final.
Fonte: Esportes
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Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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