Esporte
Flamengo perde para o São Paulo e termina o Brasileirão em quarto lugar
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Na noite desta quarta-feira (6), o São Paulo entrou em campo pela última vez na temporada de 2023 e venceu o Flamengo por 1 a 0 no Morumbi, pela 38º rodada do campeonato. O gol são-paulino foi marcado por Luciano.
A primeira etapa do confronto foi marcada pelo domínio tricolor. A equipe do Morumbi criou mais chances e não deu oportunidade para o Flamengo jogar. Aos 12 minutos do primeiro tempo, Caio cruzou, mas não conseguiu marcar. Aos 18 minutos, Pablo Maia, de fora da área, arriscou um chute, porém o goleiro rubro-negro defendeu. 3 minutos mais tarde, aos 21, o Tricolor teve uma grande chance com Caio, mas, mais uma vez, a bola parou no goleiro adversário. Aos 26 minutos, após cruzamento de Wellington Rato, Luciano bateu e abriu o placar para o São Paulo.
Na volta do intervalo, o São Paulo administrou o resultado e a equipe carioca seguiu apática na partida. A boa chance tricolor apareceu aos 36 minutos, com uma bomba de fora da área de Pablo Maia, que desviou e foi para escanteio.
Com isso, a equipe comandada por Dorival Júnior termina o campeonato na 11ª colocação.
SÃO PAULO x FLAMENGO
Local: Morumbi, em São Paulo (SP)
Data: 06/12/2023 (quarta-feira)
Horário: 21h30
SPFC: Rafael; Nathan, Arboleda, Beraldo e Welington (Patryck 30/2); Pablo Maia e Alisson; Luciano (Talles Costa 30/2), Wellington Rato (Diego Costa 40/2) e Juan (William Gomes 18/2); Caio (Erison 18/2). Técnico: Dorival Júnior.
Gol: Luciano.
FLA: Rossi. Varela (Wesley 28/2), Fabrício Bruno, Pablo (Allan 22/2) e Ayrton Lucas; Erick Pulgar, Gerson (Bruno Henrique 11/2) e Arrascaeta; Luiz Araújo (Victor Hugo 0/2, Everton Cebolinha (Everton Ribeiro 22/2) e Pedro. Técnico: Tite
Cartões amarelos: Pablo (14/1), Allan (33/2).
Árbitro: Caio Max Augusto Vieira (RN)
Assistentes: Luanderson Lima dos Santos (BA) e Victor Hugo Imazu dos Santos (PR)
Quarto Árbitro: Arthur Gomes Rabelo (ES)
Assessor: Cleidy Mary dos Santos Nunes Ribeiro (SC)
Quinto Árbitro: Miguel Cataneo Ribeiro da Costa (SP)
Árbitro de Vídeo: Diego Pombo Lopez (BA)
AVAR: Antonio Adriano de Oliveira (MA)
Assistente de Árbitro de Vídeo 2: Thayslane de Melo Costa (SE)
Observador de VAR: Alicio Pena Junior (MG)
Fonte: Esportes
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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