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Flamengo e Atlético-MG são autorizados a chegar em Cuiabá na véspera

ficou liberado “a chegada até a véspera da partida, a fim de que a preparação das equipes possa ser realizada em seus respectivos centros de treinamentos”

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Foto: Lucas Figueiredo/CBF

Flamengo e Atlético-MG foram autorizados pela CBF para chegarem em Cuiabá na véspera da decisão da Supercopa do Brasil, marcada para o próximo domingo (20), às 16h (de Brasília), na Arena Pantanal. A entidade atendeu o pedido da equipe mineira que alegou falta de estrutura na capital mato-grossense para realizar os seus treinamentos para o confronto. A CBF comunicou os clubes nesta quarta-feira (16) por meio de um ofício.

Conforme o regulamento da Supercopa, os times precisavam estar na cidade-sede da disputa com até três dias antes do jogo. No entanto, a CBF justificou no comunicado que “em decorrência do estágio atual da pandemia da covid-19 e atendendo solicitações de ambos clubes participantes da Supercopa”, ficou liberado “a chegada até a véspera da partida, a fim de que a preparação das equipes possa ser realizada em seus respectivos centros de treinamentos”.

A diretoria do Galo chegou a divulgar nota afirmando que só chegaria a Cuiabá apenas no sábado (19), alegando falta de estrutura para treinar na cidade. Por sua vez, o Flamengo já havia tomado as devidas providências com a finalidade de minimizar os problemas de logística na capital do Mato Grosso. O Rubro-Negro reservou hotel e agendou dois treinos no novo Centro de Treinamentos do Cuiabá Esporte Clube – na frente do Galo. O presidente do Galo também ficou incomodado com essa situação.

Confira o ofício, na íntegra, da CBF:

“Prezados senhores

Cumprimentando-os cordialmente, servimo-nos do presente para informar que em decorrência do estágio atual da pandemia da Covid-19 e atendendo solicitações de ambos clubes participantes da Supercopa, a Diretoria de Competições da CBF, em conjunto com a Presidência, decidiram excepcionalmente autorizar que os clubes participantes não cheguem à cidade-sede da disputa com três (3) dias de antecedência, conforme previsto no Regulamento da Competição, sendo facultada a chegada até a véspera da partida, a fim de que a preparação das equipes possa ser realizada em seus respectivos centros de treinamentos.”

Os clubes decidem o título da Supercopa no domingo (20), às 16h (de Brasília), na Arena Pantanal, em Cuiabá. A partida terá transmissão ao vivo dos canais TV Globo e SporTV para todo o Brasil.

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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