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Ex-bandeirinha Fernanda Colombo não foi morta a tiros
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Vídeos e fotos espalhados no WhatsApp e redes sociais mostram corpo de ex-assessora parlamentar assassinada no Ceará, e não de Fernanda
Da Redação
Circulam no WhatsApp e em redes sociais fotos e vídeos da mais recente notícia falsa a viralizar: a ex-assistente de arbitragem, ou ex-bandeirinha, Fernanda Colombo foi morta a tiros pelo marido ciumento ou por razões ligadas ao futebol. As imagens mostram uma mulher loira atingida por tiros na cabeça, acompanhadas de legendas e áudios que disseminam a versão de que ela é Fernanda. Tudo mentira.
O vídeo e as fotos mostram, na verdade, o corpo de Sandra Rafaela Jefferson Bastos, de 29 anos, ex-assessora parlamentar da Assembleia Legislativa do Ceará assassinada na última sexta-feira em Fortaleza (CE). Ela chegava a uma academia de ginástica quando foi atingida por pelo menos quatro tiros, disparados por dois homens em uma moto. A Polícia Civil investiga o crime.
Aposentada precocemente dos gramados neste ano e focada em “outros projetos”, a ex-bandeirinha catarinense de 25 anos não foi morta. Ao Me engana que eu posto, a assessoria de imprensa de Fernanda Colombo enumera outras notícias falsas que a tiveram como alvo, como as que espalharam falsas fotos de biquíni vazadas e a invenção de que ela usava drogas e desapareceu, e garante que ela está “super bem”.
“As pessoas precisam entender que isso é crime, passar adiante falsas informações é crime, mais que isso, prejudicar alguém é crime moral. O que acontece com o ser humano que sem certeza divulga algo e não pensa que pode estar prejudicando alguém de alguma forma? Falei com a Fernanda ontem, ela está super bem, largou a arbitragem pois se aposentou, está com outros projetos”, diz nota da assessoria.
A ex-bandeirinha chegou ao auge da breve carreira em 2014, quando participou da arbitragem de algumas partidas da Série A do Campeonato Brasileiro e da Copa do Brasil. Além da beleza que a levou a ser chamada de “musa da arbitragem” e do fato de ser uma mulher com a bandeira à mão, ofício ainda majoritariamente masculino, Fernanda Colombo ganhou os holofotes por alguns erros no gramado.
Irritado com o desempenho dela em um jogo entre São Paulo e CRB pela Copa do Brasil daquele ano, o técnico Muricy Ramalho, então comandante do tricolor paulista, disparou: “ela é muito bonita, aquelas coisas todas, mas tem que bandeirar melhor”.
Já o então diretor de futebol do Cruzeiro, Alexandre Mattos, hoje no Palmeiras, esbanjou machismo ao criticar um impedimento inexistente assinalado por Fernanda em um clássico contra o Atlético-MG. “Estão tentando promover ela porque ela é bonitinha e não é por ai. Ela tem que ser boa de serviço, profissional e competente. O erro dela foi muito, muito, muito anormal, coisa de quem está começando uma carreira. Se é bonitinha, que vá posar para a Playboy, não trabalhar com futebol”, zurrou Mattos.
Fonte: Veja
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Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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