Esporte
Dourado participa de treino e deve reforçar o Inter contra o Alianza Lima
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Equipes se enfrentam nesta quarta-feira, no Beira-Rio, pela Libertadores
Da Redação
O técnico Odair Hellmann deverá contar com Rodrigo Dourado para escalar o Internacional no confronto de quarta-feira, diante do Alianza Lima. O volante trabalhou nesta terça ao lado dos companheiros e deve atuar na partida que será realizada no Beira-Rio, pela segunda rodada da Libertadores.
Como na segunda-feira, Odair fechou a maior parte do treino de terça à imprensa. Mas se no dia anterior Dourado se ausentou da atividade, desta vez ele participou dos primeiros minutos, aos quais os jornalistas puderam ter acesso. Depois, os portões do Beira-Rio foram fechados.
Com Dourado, o Inter espera manter o bom momento e ampliar a sequência de vitórias na temporada, que já é de seis jogos. Será a primeira partida do time em casa na Libertadores em quatro anos, já que a última participação da equipe no torneio aconteceu em 2015.
“É um grande momento do clube, que se preparou para voltar à Libertadores, e estamos vivendo isso com a torcida. Sabemos que amanhã seremos recepcionados por uma massa colorada. Nossa perspectiva é de fazer um grande jogo”, declarou o goleiro Marcelo Lomba nesta terça.
Apesar do retorno de Dourado, a escalação do Inter não está definida. Por esperar um adversário fechado, Odair pode tirar o volante Patrick e colocar um jogador mais ofensivo, como D’Alessandro. Há ainda a possibilidade de Rafael Sobis ganhar a vaga de Pedro Lucas no ataque.
Desta forma, o Inter deve encarar o Alianza Lima com: Marcelo Lomba; Zeca, Rodrigo Moledo, Víctor Cuesta e Iago; Rodrigo Dourado, Edenílson, Patrick (D’Alessandro), William Pottker e Nico López; Pedro Lucas (Rafel Sobis).
Fonte: Estadão Conteúdo / https://esportes.estadao.com.br/noticias/futebol,dourado-participa-de-treino-e-deve-reforcar-o-inter-contra-o-alianza-lima,70002752870
Foto: Ricardo Duarte / S.C. Internacional
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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