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Cuiabá vence o Fortaleza e assume a 9ª posição do Brasileirão

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O Cuiabá alcançou a metade superior da tabela do Campeonato Brasileiro ao garantir uma vitória contra o Fortaleza no último domingo. Na 34ª rodada, Deyverson e Pitta marcaram os gols da vitória por 2 a 0 na Arena Pantanal, sendo a segunda vitória consecutiva do Dourado na competição.

Com esse resultado, o Cuiabá agora tem 47 pontos e assumiu a nona colocação, empatado com o Fluminense, na nona posição, uma vez que o São Paulo empatou sem gols no clássico contra o Santos. A próxima partida do Cuiabá será contra o São Paulo, no dia 26, no Morumbi, às 18h30 (horário de Brasília).

Enquanto isso, o Fortaleza continua na 12ª colocação, com 43 pontos e duas rodadas a menos, separado por seis pontos da zona de rebaixamento. O Leão do Pici jogará no próximo sábado contra o Cruzeiro, às 18h30, no Castelão.

No início do jogo, o Fortaleza ofereceu perigo com Pochettino, mas o meia parou na defesa de Walter. Aos 5 minutos, o Cuiabá chegou pela primeira vez e marcou o gol. Deyverson se antecipou aos marcadores e desviou de cabeça para as redes após um cruzamento pela direita.

Durante o resto do primeiro tempo, o Fortaleza tentava atacar principalmente com lançamentos para a área, porém, a maioria das tentativas não foi efetiva. As únicas oportunidades criadas após o gol foram do Cuiabá, que arriscou com PK e Denílson, mas parou nas defesas de João Ricardo.

No segundo tempo, o Fortaleza dominou as ações em busca do empate. No entanto, seus atacantes mostraram pouca precisão nas finalizações. Aos 24 minutos, o Leão chegou perto de marcar com uma cabeçada de Pikachu, mas Walter realizou uma ótima defesa. A bola ainda tocou na trave antes de ser afastada.

Nos minutos finais da partida, o Cuiabá ampliou sua vantagem. Derik roubou a bola na defesa e fez uma jogada individual, driblando os adversários com velocidade até ser derrubado na área, resultando em um pênalti para o Dourado. Pitta converteu a cobrança com um chute firme no canto direito.

Nos acréscimos, aos 52 minutos, Yago Pikachu marcou o gol de honra do Fortaleza. O Leão pressionou a saída de bola do Cuiabá, roubou a bola na entrada da área e Pikachu finalizou cruzado para fazer o gol. O Dourado ainda acertou a trave em um chute de Pitta antes do apito final.

Fonte: Esportes

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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