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CUIABÁ FAZ MELHOR TEMPORADA DE SUA HISTÓRIA COM BRILHANTE VITÓRIA SOBRE ATHLÉTICO-PR

O Dourado dominou todo o primeiro tempo, que buscou o jogo e conseguiu converter a pressão ofensiva em gols

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Esporte

Ascom Cuiabá

O Cuiabá Esporte Clube encerrou sua participação na temporada 2023, como a melhor de sua jovem história no Brasileirão, com vitória maiúscula contra o Athletico-PR, por 3 a 0 na Arena Pantanal, nesta quarta-feira (6). O meia-atacante Clayson abriu o placar de pênalti e Derik Lacerda ampliou, marcando seu primeiro e único gol em sua passagem pelo time cuiabano. Nos acréscimos, Clayson ampliou e carimbou o triunfo. Com o resultado, o time de António Oliveira terminou o campeonato em 12ª posição com 51 pontos, garantido na elite do futebol nacional em 2024, pelo quarto ano seguido e classificado para a Sul-Americana. O Furacão terminou em oitavo, com 56, também classificado para a sula. Veja abaixo os melhores momentos do jogo.
Primeiro tempo
O Dourado dominou todo o primeiro tempo, que buscou o jogo e conseguiu converter a pressão ofensiva em gols. Clayson e Derik Lacerda balançaram as redes.A primeira chance do jogo foi aos 8 minutos, para o Furacão. Willian Bigode aproveitou erro de Allyson na saída, avançou da intermediária para a entrada da área e finalizou, mas chute no meio ficou fácil para João Carlos.
Em seguida, Derik Lacerda foi atropelado por Kaique Rocha dentro da área e o árbitro apitou a penalidade. Aos 13 minutos, Clayson chamou a responsabilidade da cobrança e não desperdiçou. Com muita categoria, deslocou o goleiro Bento para um lado e bateu com personalidade no meio, marcando seu sexto gol no Brasileirão e abrindo o placar do jogo.
Aos 15 minutos, o Dourado se postou no campo ofensivo e Allyson achou uma pancada da intermediária após Pitta fazer o pivô dentro da área, mas finalização no meio ficou tranquila para Bento.
Após continuar sendo incisivo e pressionando, o Dourado ampliou. Clayson deu cruzamento açucarado da esquerda e Derik cabeceou firme para o fundo das redes, ampliando o placar e marcando seu primeiro e único gol pela esquadra auriverde, já que o jogo de hoje marcou sua despedida no elenco. Ele não balançava as redes há mais de um ano, desde 19 novembro de 2022.
Aos 27 Pitta quase arrematou o terceiro, mas a bola explodiu na trave do goleiro Bento. O camisa 9 do Dourado invadiu a área do Furacão após contra-ataque, puxou pro meio e finalizou colocada, mas faltou um pouco de curva para a bola entrar. Quase.
O Athletico tentou esboçar uma reação, mas não conseguiu furar a defesa do Dourado, marcada pela solidez, e esbarrou em sua própria falta de criatividade. Placar final da etapa: 2 a 0.
Segundo tempo
O jogo voltou do intervalo com o Cuiabá diminuindo o ritmo e o Athletico aumentando. O Furacão voltou energético e, aos 4 minutos, Willian bigode quase diminuiu. Ele recebeu na entrada da área e finalizou firme de chapa, a bola passou raspando a trave.

Na sequência, em escanteio, João Carlos fez defesa gigante e impediu gol de Erik, que finalizou o cruzamento de primeira.
Aos 15 minutos, o Furacão aumentou o ritmo e continuou pressionando. O time se distribuiu em campo e Willian quase diminuiu com chute firme, mas que passou por cima do gol.
Aos 19, Raniele salvou o Cuiabá tirando a bola praticamente em cima da linha do gol de João Carlos. No lance, Canobbio cruzou rasteiro pro meio da área e Romulo conseguiu o desvio, travado. Antes de a bola entrar, Raniele afastou pra longe.
Apesar de ter diminuído o ritmo, o Dourado teve a chance de fazer o terceiro aos 30 minutos, quando Deyverson deu bela enfiada de bola e deixou Jonathan Cafu na cara do gol, mas o camisa 7 finalizou em cima do goleiro.
Já nos acréscimos, Deyverson recebeu de Clayson e bateu de primeira dentro da área, mas chute sai fraco fácil para Bento. No finalzinho, Clayson ficou sozinho dentro da área, dominou com espaço e chutou colocado no cantinho do gol, indefensável.  O duelo encerrou em 3 a 0.
Pré-jogo
Com 48 pontos, o time auriverde já superou a melhor campanha entre as três disputas de Série A de sua história. O Dourado entra em campo para melhorar ainda mais esse número e subir na tabela de classificação – ocupa a 12ª posição. O adversário paranaense soma 56 pontos, em oitavo lugar.
Para o confronto, o técnico António Oliveira não poderá contar com o zagueiro Alan Empereur, suspenso pelo terceiro cartão amarelo e Walter, que se recupera de cirurgia por lesão na mão direita. A preparação foi encerrada com um treino tático no CT Manoel Dresch.
Pelo lado do Furacão, comandado pelo técnico Wesley Carvalho, serão seis desfalques, sendo o principal deles a joia do time, Vitor Roque, que já se prepara para defender o Barcelona na temporada que vem.
Escalações
Cuiabá: João Carlos; Matheus Alexandre, Marllon, Allyson e Rikelme; Raniele, Filipe Augusto (Fernando Sobral) e Denilson; Jonathan Cafú, Clayson e Deyverson. De fora: Walter (lesão na mão direita) e Alan Empereur (suspenso). Pendurado: Denilson.
Athlético-PR: Bento; Matheus Felipe, Kaique Rocha e Vinicius Kauê; Madson, Hugo Moura, Erick e Cuello; Vitor Bueno, Christian e Willian Bigode. De fora: Cacá, Thiago Heleno, Fernandinho e Alex Santana (suspensos); Esquivel (vetado por dores no púbis) e Vitor Roque (liberado).
Retrospecto
Cuiabá e Athletico-PR já se enfrentaram cinco vezes, com uma vitória do Cuiabá, um empate e três derrotas.
O último confronto entre as equipes foi válido pelo 19ª rodada da atual edição do Campeonato Brasileiro e terminou com derrota por 2 a 0, na Arena da Baixada.
Arbitragem
Árbitro: Paulo dos Prazeres Filho (PE)
Assistentes: Francisco Bezerra Júnior (PE)
Quarto árbitro: Karla Cavalcanti de Santana (PE)

VAR: Emerson de Almeida Ferreira (MG)

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Esporte

Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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