Esporte
Cuiabá atropela o Coritiba no Couto Pereira
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Uma vitória maiúscula do Cuiabá. Jogando fora de casa, o Dourado aplicou 3 a 0 no Coritiba, em partida disputada no Couto Pereira na noite desta quarta-feira (18). Deyverson, Isidro Pitta e Raniele marcaram os gols da vitória do time comandado pelo português António Oliveira.
Com o resultado, o Cuiabá chega aos 36 pontos. Na próxima rodada, o Dourado recebe o Goiás na Arena Pantanal.
O jogo
O primeiro tempo foi de muita marcação por parte do Dourado, que diminuía os espaços do adversário e não permitia que o time da casa construísse jogadas de perigo. A primeira boa chance foi do Cuiabá, em cobrança de falta de Fernando Sobral que o goleiro Gabriel defendeu em dois tempos.
Aos 23 minutos, Clayson cobrou escanteio e Deyverson, na especialidade que lhe é peculiar, subiu alto e desviou de cabeça. A bola ainda tocou na trave antes de entrar. Dourado na frente no Couto Pereira!
Na segunda etapa, o time da casa tentou pressionar o Dourado em busca do empate, e chegou a levar perigo ao gol defendido por Walter, principalmente em cruzamentos na área. Aos poucos, o Cuiabá conseguiu ajustar a marcação e a voltar a marcar presença no campo ofensivo.
Aos 36 minutos, Pitta, que havia entrado em campo há cerca de 30 segundos, acertou um lindo chute de fora da área, no ângulo, marcando um golaço e ampliando a vantagem do Dourado no Couto Pereira.
Aos 42 minutos, Denilson cobrou falta e Raniele desviou de cabeça, marcando o terceiro gol do Cuiabá na partida e decretando mais uma importante vitória do Dourado fora de casa no Brasileirão.
Agora, o Cuiabá volta as atenções para o duelo contra o Goiás. A partida está marcada para sábado, às 17h30, na Arena Pantanal. O confronto integra a 28ª rodada do Campeonato Brasileiro e os ingressos estão disponíveis a partir de R$5 em todos os setores.
O Cuiabá venceu o Coritiba com Walter; Matheus Alexandre, Marllon, Alan Empereur e Rikelme; Raniele, Lucas Mineiro (Allyson) e Fernando Sobral (Denilson); Derik Lacerda (Jonathan Cafú), Clayson (Isidro Pitta) e Deyverson.
50 vezes António Oliveira
A partida foi especial para o nosso Mister. António Oliveira completou 50 jogos no comando do Dourado.
O português chegou na metade de 2022 e foi fundamental na campanha de permanência na temporada passada. António retornou ao Cuiabá em maio desse ano e vem conduzindo o time na boa campanha na atual edição do Campeonato Brasileiro.
Obrigado e parabéns, Mister! Seguimos juntos por mais e sempre por mais! Avante, Dourado!
Fonte: Esportes
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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