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Cuca lamenta derrota do Santos no Mineirão: ‘Merecíamos vencer’

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Alvinegro perdeu invencibilidade de nove jogos após revés para o Cruzeiro

 

Da Redação

O técnico Cuca não escondeu a decepção pela derrota do Santos para o Cruzeiro por 2 a 1, na noite deste domingo, no Mineirão, em Belo Horizonte. O time da casa jogou com uma equipe quase toda reserva, em função do jogo da Copa do Brasil na próxima quarta.

“No geral, fomos melhores e merecíamos melhor sorte. Pecamos na finalização. Pela importância das defesas que o Fábio fez, pode-se dizer que foi o melhor em campo. Ele pegou quatro, cinco bolas à queima-roupa”, lamentou o treinador santista, ao fim da partida válida pela 26ª rodada do Brasileirão. “Dói porque merecíamos ganhar o jogo.”

O Cruzeiro saiu na frente, mas o Santos buscou o empate. E, no segundo tempo, o time santista criou oportunidades para conquistar a virada no marcador. As chances perdidas, contudo, pesaram para o resultado negativo, na avaliação de Cuca.

“São coisas do futebol. Ter de administrar um mau resultado num dia que você joga bem, até melhor que o adversário. Em termos de finalização, as coisas não deram certo. Entramos na cara do goleiro três ou quatro vezes. São jogos assim que fica aquele receio que você vai acabar tomando o gol. E foi o que aconteceu.”

Cuca reclamou de um suposto pênalti não marcado em favor do Santos, sobre o atacante Gabriel. Mas evitou criticar a arbitragem. “Tivemos um pênalti não marcado. Não é choro, mas é realidade. Poderíamos ter encaminhado a vitória. Quando ganhamos aqui de 2 a 1, pela Copa do Brasil, não jogamos tão bem quanto hoje”, comparou.

Com a derrota, o time de Cuca perdeu uma invencibilidade que já durava nove jogos. O alvinegro estacionou nos 32 pontos, dez atrás do Atlético-MG, na décima colocação, mas com um jogo a menos que os demais concorrentes. Ou seja, perdeu a oportunidade de se aproximar do G-6, a zona de classificação para a próxima edição da Libertadores.

 

 

 

 

 

 

Fonte: Estadão Conteúdo

Foto: Ivan Storti/Santos FC

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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