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Cruzeiro vence o Botafogo nos acréscimo no Brasileirão

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O Botafogo sofreu um duro golpe em sua estreia no Campeonato Brasileiro ao ser derrotado pelo Cruzeiro por 3 a 2, em uma partida repleta de emoções, realizada neste domingo no Mineirão. Em um jogo de reviravoltas, o Botafogo chegou a buscar o empate, mas acabou cedendo o gol da vitória aos 45 minutos do segundo tempo, diante de um Cruzeiro determinado.

O duelo foi marcado por altos e baixos para o Botafogo, que abriu o placar cedo, permitiu a virada, empatou com um jogador a menos graças a Danilo Barbosa, mas viu o Cruzeiro garantir a vitória nos acréscimos com um gol de Rafael Elias.

Com essa derrota, o Botafogo acumula uma sequência de três derrotas seguidas, sendo duas pela Copa Libertadores. Enquanto isso, o jejum contra o Cruzeiro se amplia, com o clube carioca sem vencer a equipe mineira desde 2016, totalizando 12 jogos sem vitória (quatro derrotas e oito empates).

Na próxima rodada do Brasileirão, o Botafogo enfrentará o Atlético-GO no Nilton Santos, na quinta-feira, às 21h30 (de Brasília), em busca da recuperação. Já o Cruzeiro visitará o Fortaleza no Castelão, na quarta-feira, às 20h (de Brasília), em busca de manter o bom momento na competição.

O duelo entre Cruzeiro e Botafogo foi intenso desde o início, com o Botafogo abrindo o placar com Tiquinho Soares e o Cruzeiro empatando com Lucas Silva. O desenrolar da partida foi marcado por reviravoltas, expulsão de Alexander Barboza, gol de Danilo Barbosa e o gol decisivo de Rafael Elias nos acréscimos.

O Cruzeiro largou com o pé direito no Brasileirão, enquanto o Botafogo lamenta mais uma derrota. A expectativa agora é de que o clube carioca consiga se recuperar e retomar o caminho das vitórias na competição nacional.

FICHA TÉCNICA

CRUZEIRO 3X2 BOTAFOGO

Local: Mineirão, Belo Horizonte (MG)
Data: 14/04/2024
Horário: 17h (de Brasília)
Árbitro: Matheus Delgado Candançan (SP)
Assistentes: Marcelo Carvalho Van Gasse (SP) e Luiz Alberto Andrini Nogueira (SP)
VAR: Rodrigo D’Alonso Ferreira (SC)
Cartão amarelo: Gregore, Júnior Santos e Danilo Barbosa (Botafogo) e Zé Ivaldo, Arthur Gomes, Rafa Silva e Rafael Elias (Cruzeiro)
Cartão vermelho: Alexander Barboza (Botafogo)
Gols:
Cruzeiro: Lucas Silva, aos 19′ do 1ºT, Rafa Silva, aos 19′ do 2ºT, e Rafael Elias, aos 45′ do 2ºT
Botafogo: Tiquinho Soares, aos 4′ do 1ºT, e Danilo Barbosa, aos 37′ do 2ºT

CRUZEIRO: Anderson; William, Zé Ivaldo, Neris e Marlon; Lucas Romero (João Marcelo), Lucas Silva (Mateus Vital) e Ramiro (Cifuentes) e Matheus Pereira (Gabriel Veron); Arthur Gomes (Barreal) e Rafa Silva (Rafael Elias). Técnico: Fernando Seabra.

BOTAFOGO: Gatito Fernández; Mateo Ponte, Lucas Halter, Bastos (Alexander Barboza) e Marçal (Hugo); Gregore (Danilo Barbosa), Marlon Freitas (Tchê Tchê) e Luiz Henrique; Jeffinho (Savarino), Júnior Santos e Tiquinho Soares (Óscar Romero). Técnico: Artur Jorge.





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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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