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Cruzeiro perde de virada para o Universidad Católica na Libertadores

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A Universidad Católica, do Chile, surpreendeu ao derrotar o Cruzeiro por 2 a 1 nesta quarta-feira (15), no Mineirão, pela segunda rodada do Grupo D da Copa Libertadores. Matheus Pereira descontou para a Raposa, mas Justo Giani e Jimmy Martínez garantiram os três pontos aos visitantes. Com o revés, o Cruzeiro soma três pontos e fica em terceiro; os chilenos empatam na pontuação, mas superam pelo saldo e assumem o vice-liderança, atrás do Boca Juniors.

Como foi o jogo

Os chilenos abriram o placar aos 29 minutos do primeiro tempo: em escanteio cobrado por Zuqui, Justo Giani venceu a marcação na área e cabeceou com força para superar o goleiro. No retorno da etapa final, aos 15, Kaiki Bruno foi derrubado por Montes na área – pênalti convertido por Matheus Pereira, que bateu cruzado para empatar.

A Raposa quase virou aos 25, com Neyser Villarreal cabeceando na trave após cruzamento. A decisão veio nos acréscimos: aos 49, Valencia levantou na área e Jimmy Martínez deu um peixinho para encobrir Matheus Cunha e selar a virada.

Próximos jogos

Cruzeiro
Jogo: Cruzeiro x Grêmio
Competição: Brasileirão Série A – Rodada 12
Data: 18/04/2026 (sábado)
Horário: 20h30 (Brasília)
Local: Mineirão, Belo Horizonte (MG)

Universidad Católica
Jogo: Universidad Católica x Unión La Calera
Competição: Campeonato Chileno – Rodada 10
Data: 20/04/2026 (segunda-feira)
Horário: 21h30 (Brasília)
Local: Claro Arena, Santiago (CHI)

FICHA DO JOGO
Cruzeiro 1 x 2 Universidad Católica
Competição Copa Libertadores – Rodada 2 (Grupo D)
Local Mineirão, Belo Horizonte (MG)
Data 15/04/2026 (quarta-feira)
Horário 19h (Brasília)
Gols Justo Giani (29′ 1ºT, Universidad Católica); Matheus Pereira (15′ 2ºT, Cruzeiro); Jimmy Martínez (49′ 2ºT, Universidad Católica)

Fonte: Esportes



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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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