Esporte
Cruzeiro e Vasco empatam e seguem perto da zona de rebaixamento
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No emocionante duelo desta quarta-feira, Cruzeiro e Vasco empataram por 2 a 2 no Mineirão, em partida atrasada da 33ª rodada do Brasileirão. Com esse resultado, ambas as equipes alcançaram 41 pontos e permanecem logo acima da zona de rebaixamento, com apenas três pontos de vantagem sobre o Bahia, que abre o Z4. O Vasco agora ocupa o 15º lugar, seguido em 16º pelo Cruzeiro.
O Vasco saiu na frente no início do primeiro tempo, com um gol de Puma Rodríguez. No entanto, o Cruzeiro conseguiu virar o jogo antes do intervalo, com gols de Arthur Gomes e Bruno Rodrigues. Na segunda etapa, os cariocas conseguiram empatar com Gabriel Pec.
Na próxima rodada, o Vasco enfrentará o Athletico-PR em Curitiba, neste sábado, às 19h30. Já o Cruzeiro visitará o Goiás, no Estádio Hailé Pinheiro, na segunda-feira, às 21h.
O Cruzeiro começou o jogo pressionando a saída de bola do Vasco. No entanto, os cruzmaltinos conseguiram se livrar da marcação e chegaram a marcar aos dez minutos, mas o gol foi anulado por impedimento do argentino Vegetti.
O Vasco continuou aproveitando os espaços e abriu o placar aos 14 minutos, com um chute cruzado de Puma Rodríguez, sem chances para o goleiro Rafael Cabral.
Após sofrer o gol, o Cruzeiro foi forçado a buscar o empate. No entanto, a equipe encontrou dificuldades para criar jogadas de perigo. Por outro lado, o Vasco recuou e não conseguiu mais chegar ao ataque com qualidade.
Aos poucos, o Cruzeiro melhorou seu desempenho e passou a chegar com perigo. Depois de insistir bastante, a equipe mineira conseguiu empatar aos 40 minutos, com um belo chute de Arthur Gomes. O gol animou os jogadores do Cruzeiro, que continuaram buscando o ataque. O Vasco, por sua vez, tentava avançar mais. Quando parecia que o jogo terminaria empatado, o Cruzeiro virou nos acréscimos. Rossi tocou com a mão na bola dentro da área e o árbitro marcou pênalti após análise do VAR. Bruno Rodrigues cobrou com força e marcou o gol da virada.
No segundo tempo, o Cruzeiro permaneceu melhor em campo, mas teve dificuldades para criar boas oportunidades. O Vasco também teve problemas na troca de passes e não incomodou a defesa adversária.
Pouco a pouco, o Vasco equilibrou o jogo e quase empatou aos 14 minutos, com Vegetti cabeceando e Rafael Cabral fazendo uma ótima defesa. O mesmo atacante tentou novamente, mas parou novamente no goleiro.
Dessa vez, o Vasco conseguiu empatar após várias tentativas. Aos 31 minutos, Sebastian Ferreira aproveitou um escanteio e Gabriel Pec finalizou para o gol.
Na parte final do jogo, o duelo ficou aberto, com as duas equipes buscando o gol. O Vasco, com uma formação mais ofensiva, teve as melhores chances. O Cruzeiro teve um gol anulado por impedimento e desperdiçou uma grande oportunidade com Wesley nos acréscimos. Assim, o empate permaneceu no Mineirão.
Fonte: Esportes
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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