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Corinthians vence o Guarani nos pênaltis e aguarda definição de adversário

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Com pontapé marcado às 17h15, apenas um jogo movimentou a segunda fase da Copa São Paulo de Futebol Júnior neste horário, em duelo paulista entre Corinthians, primeiro colocado do Grupo 10, e o Guarani, que passou na segunda colocação do Grupo 9 durante a fase de grupos.

Disputado  do começo ao fim, Corinthians e Guarani foram a campo no Estádio Bento de Abreu Sampaio Vidal, o Abreuzão, em Marília, para um duelo que até o intervalo seguiu zerado. No segundo tempo, a igualdade se manteve, desta vez com 2 a 2 no placar.

Com o empate, os times foram para a disputa de pênaltis, onde o time de Campinas abriu as cobranças e desperdiçou sua quarta penalidade, enquanto os rivais acertaram todas as cinco e conquistaram o avanço.

Com a vitória, o Corinthians agora aguarda o vencedor do duelo entre Atlético-GO e Marília, que acontece na noite desta sexta-feira, para conhecer seu adversário na terceira fase do torneio.

Confira os jogos desta sexta-feira (12):

11h
Tanabi 1 (1) x (4) 1 Athletico-PR
14h15
Desportivo Brasil 2 (3) x (5) 2 América-MG
15h
Chapecoense-SC 4 (4) x (5) 4 Tiradentes-PI
Fortaleza-CE 4 x 0 Internacional-RS
Capital-TO 4 x 0 Capivariano
16h
Coimbra-MG 1 (3) x (2) 1 Figueirense-SC
16h30
Fluminense-RJ 2 x 3 Ituano
17h15
Corinthians 2 (5) x (4) 2 Guarani
19h
Ferroviária x Gama-DF
Criciúma-SC x São-Carlense
19h15
Grêmio-RS x Mirassol
19h30
Botafogo-RJ x Novorizontino
19h45
Atlético-GO x Marília
20h30
XV de Jaú x CRB-AL
21h30
Catanduva x Ponte Preta
Ceará-CE x São Paulo





AGÊNCIA DE ESPORTES

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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