“RESERVA X TITULAR”
Comandante do Sub-20 e jogadores reservas trazem vitória do Uruguai
“Antes tarde do que nunca”, mas, nesse caso, a vitória do “Dourado” vem apenas amenizar atual situação da equipe.
Esporte
O Cuiabá desembarcou no Uruguai, para o jogo da quinta rodada da fase de grupos da Conmebol Sul-Americana, pelo que tudo indica, a partida serviu apenas para testes, já que o time mato-grossense foi desclassificado na rodada anterior. Assim, o “Dourado” entrou em campo com atletas como: João Carlos; Guilherme Brandão; Joaquim e André Luís, além do treinador do Sub-20, William Araújo, que pela primeira vez dirigiu uma equipe profissional.

Foto: ASSCOM-Dourado
Com placar de 2 X 1, o Cuiabá venceu o River Plate (Uru), com André Luís marcando os gols do “Dourado”, vitória essa que serviu para tirar qualquer chance, por mais remota, da equipe uruguaia de se classificar, já que a situação do grupo “B” é a seguinte: Racing (Arg) em primeiro com 12 (doze) pontos, Melgar (Peru), na segunda colocação com 9 (nove) pontos, Cuiabá em terceiro com 6 (seis) pontos e o River Plate (Uru) em quarto com 3 (três) pontos.
A partida de ontem passou uma imagem do que o “Dourado” queria, quem não teve aquele menino (vizinho) denominado de chato, que se, ele não jogasse, não tinha jogo, pois ele era o dono da bola, quando o mesmo também não era o dono das “travinhas”, ou então, aquele irmão caçula, “pentelho”, que o pai obrigava a levar onde fosse.
Agora, é ter memória curta para esquecer a vitória (com sabor amargo) de ontem, e focar no Campeonato Brasileiro, pois o próximo compromisso do “Dourado” é em casa, contra o, Internacional de Porto Alegre. Na competição nacional, o “sinal amarelo” já preocupa os torcedores cuiabanos, porque atualmente o time se encontra na décima quarta colocação, com duas vitórias, um empate e três derrotas, em 6 (seis) partidas.
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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