Esporte
Com valor de até R$ 890, ingressos da Copa América começam a ser vendidos nesta 5ª
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Vendas acontecerão exclusivamente na internet e a única forma de pagamento será via cartão de crédito
Da Redação
Começa às 18h desta quinta-feira a primeira fase da venda de ingressos para a Copa América, que será realizada entre 14 de junho e 7 de julho, no Brasil. O valor dos bilhetes varia de R$ 120 a R$ 890 – os jogos na Arena Corinthians e do Grêmio terão ainda uma categoria com ingressos a R$ 60, já que os dois estádios possuem uma área sem cadeiras.
Os bilhetes mais caros serão os da final da competição, que acontecerá no Maracanã, no Rio de Janeiro. Os ingressos partem de R$ 260 e chegam a custar R$ 890 no setor mais caro. Em todas as categorias, segundo o Comitê Organizador Local (COL), haverá a opção de meia-entrada.
Nesta primeira fase, as vendas acontecerão exclusivamente pelo site copaamerica.com, e a única forma de pagamento será via cartão de crédito. À exceção dos jogos do Brasil, cabeça de chave no Grupo A, todos os demais jogos serão comprados “no escuro”, já que o sorteio dos grupos será realizado apenas no próximo dia 24.
Ao todo, 228 mil ingressos serão colocados a venda a partir desta quinta. A segunda fase de vendas começará depois do sorteio. No total, a Copa América deste ano terá cerca de um milhão de entradas somando os seis estádios.
Cada pessoa terá direito a comprar até cinco ingressos, para sete jogos – ou seja, 35 ingressos. Os ingressos comprados pela internet começarão a ser entregues para residentes no Brasil a partir de março. À exceção serão os ingressos de meia-entrada, já que será necessário apresentar documentação que comprove o direito ao benefício. Nesse caso, os bilhetes deverão ser retirados em pontos fixos, que serão abertos até 60 dias antes do início da competição.
Fonte: Estadão Conteúdo / https://esportes.estadao.com.br/noticias/futebol,com-valor-de-ate-r-890-ingressos-da-copa-america-comecam-a-ser-vendidos-nesta-5,70002674378
Foto: Foto: FABIO MOTTA/ESTADAO
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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