Esporte
Cheio de garotos, Corinthians fica no 0 a 0 com o América-MG em Belo Horizonte
Esporte
Jair Ventura poupa jogadores e resultado da partida faz o time alvinegro chegar aos 35 pontos na oitava colocação do Brasileiro
Da Redação
Sem Danilo Avelar, Douglas e Jadson, poupados por opção de Jair Ventura, e os lesionados Fagner, Renê Júnior e Jonathas à disposição, o Corinthians foi a campo neste sábado à noite com um time cheio de garotos, no estádio Independência, em Belo Horizonte, e ficou no empate sem gols com o América-MG.
O placar de 0 a 0 fez o time corintiano chegar aos 35 pontos na oitava colocação do Campeonato Brasileiro e permanece longe do grupo dos seis primeiros, fechado hoje pelo Atlético-MG, com 42 pontos. Já a equipe mineira segue na segunda metade da tabela, com 32 pontos, no 12º lugar.
Com seis atletas escalados com idade entre 19 e 21 anos, a equipe alvinegra tinha leveza para chegar ao ataque. Novidade na ala esquerda, Carlos Augusto deu ótimo passe para Mateus Vital tentar abrir o placar aos 12 minutos, mas o meia parou em boa defesa de João Ricardo.
O xodó Pedrinho, agora com chance de começar como titular após ter sido herói da classificação à final da Copa do Brasil ao entrar no decorrer da partida contra o Flamengo, na última quarta-feira, também fez o goleiro do América-MG trabalhar em chute forte aos 31 minutos.
Mas o que parecia se desenhar como uma noite com gols corintianos caiu por terra pelas limitações de um time desentrosado e que tinha apenas Romero como atacante de ofício. Assim, muitas vezes se tornava previsível para os defensores adversários.
O time mineiro nada criava e voltou para a etapa final com as entradas de Juninho e Matheusinho no meio-campo. Entretanto, mesmo com espaço para jogar – o Corinthians fez sua primeira falta no jogo aos 26 minutos da etapa final -, pouco atacou e só viu esperança de gol em um lance no qual pediu pênalti após a bola tocar no braço de Ralf. O toque, porém, foi involuntário e o juiz não marcou a infração.
Clayson e Romero ainda deram lugares para o estreante Sergio Díaz e Roger. O paraguaio levou perigo em chute de longe, enquanto o centroavante pouco fez. No fim, o time reclamou de pênalti de Gerson Magrão em Gabriel, calçado dentro da área, mas o árbitro também não assinalou a penalidade.
Após o duelo deste sábado, o Corinthians voltará a campo pelo Brasileirão na próxima sexta-feira, às 21 horas, contra o Flamengo, em sua arena. Já o América-MG terá pela frente o Atlético-PR no sábado, às 16 horas, na Arena da Baixada, em Curitiba.
FICHA TÉCNICA
AMÉRICA-MG 0 X 0 CORINTHIANS
AMÉRICA-MG – João Ricardo; Aderlan, Matheus Ferraz, Messias e Gerson Magrão; Leandro Donizete, David (Juninho), e Ruy; Luan, Wesley Pacheco (Matheusinho) e Robinho (Zé Ricardo). Técnico: Adilson Batista.
CORINTHIANS – Cássio; Gabriel, Léo Santos, Henrique e Carlos Augusto; Ralf, Araos (Thiaguinho), Mateus Vital, Clayson (Sergio Díaz) e Pedrinho; Romero (Roger). Técnico: Jair Ventura.
ÁRBITRO – Marcelo de Lima Henrique (RJ).
CARTÃO AMARELO – Clayson (Corinthians).
PÚBLICO – 8.012 pagantes.
RENDA – R$ 99.755,00.
LOCAL – Estádio Independência, em Belo Horizonte (MG)
Fonte: O Estado de S.Paulo
Foto: Mourão Panda/ América-MG
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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