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Carille fica satisfeito com empate: ‘Gostei muito do comportamento defensivo’

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Treinador elogiou o desempenho do Corinthians no amistoso contra o Santos em Itaquera

 

Da Redação

O técnico Fábio Carille deixou o campo satisfeito com o empate do Corinthians com o Santos por 1 a 1 neste domingo, em amistoso realizado em Itaquera. O treinador manteve os titulares em campo até os 15 minutos do segundo tempo e destacou o setor de marcação.

“Gostei muito, especialmente do comportamento defensivo. A opção de atuar os 60 minutos foi porque estamos em início de temporada, para não forçar o elenco”, comentou. Segundo o treinador, o amistoso serviu especialmente para os novos jogadores se adaptarem ao clube.

“Quando o Duílio (Monteiro Alves, diretor de futebol) falou sobre a possibilidade do amistoso, na hora aceitei”, disse. “O jogo era para isso mesmo, para apresentar, colocar na arena em jogo grande, sentir a torcida. Essa foi a ideia”, complementou. 

Carille admitiu que o time adotou uma postura defensiva, especialmente no primeiro tempo, quando o Santos teve mais posse de bola. “Na volta para os segundo a gente conseguiu ter mais posse. Posso prometer ao torcedor um time organizado. Vamos atrás do nosso objetivo passo a passo. Saio muito satisfeito.”

Sobre os reforços, o treinador falou que é necessário tempo e paciência para que se adaptem. E destacou especialmente a volta por cima que Gustagol deu na carreira. Depois de deixar o Corinthias em 2016 sem balançar as redes, ele passou por Bahia e Goiás e se destacou no ano passado pelo Fortaleza, marcando 18 gols na Série B.

“Vestir essa camisa não é fácil. É jogador de área e tem de fazer essa bola chegar para ele. Gostei que todos se fecharam para a comemoração, mostra que o ambiente está legal. Vou procurar ser o mais justo possível na hora de definir a equipe”, finalizou. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: O Estado de S.Paulo / https://esportes.estadao.com.br/noticias/futebol,carille-fica-satisfeito-com-empate-gostei-muito-do-comportamento-defensivo,70002678245

Foto: Alex Silva/ Estadão

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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