Esporte
Brasil vence Omã na estreia na Copa do Mundo de Beach Soccer
Esporte
A Seleção Brasileira estreou com vitória na Copa do Mundo de Beach Soccer. O Brasil superou Omã por 5 a 3, nesta sexta-feira (16), em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.
Os gols da vitória brasileira foram marcados por Edson Hulk (2), Mauricinho, Catarino e Rodrigo.
“Sabíamos da qualidade do adversário. Por ser uma estreia também, tinhamos a consciência que seria um jogo complicado. Mas fico muito feliz pela vitória, pelo desempenho da equipe e pelos gols que marquei. Foi uma vitória pra dar mais confiança para o seguimento da competição”, disse Edson Hulk.
O próximo desafio da Seleção Brasileira no Mundial será contra Portugal, no domingo (18), às 14h. O jogo terá transmissão nas diversas plataformas do Grupo Globo, Cazé TV e Fifa+. Os portugueses venceram o México nesta sexta, por 8 a 2.
O jogo começou com um susto para a torcida brasileira. O primeiro gol da partida foi de Omã. Abdullah abriu o placar após um erro de passe na defesa canarinho. O Brasil começou a mostrar poder de reação e empatou na cobrança de pênalti com chute forte no canto direito de Edson Hulk. O gol da virada foi de Mauricinho, que bateu forte do meio-de-campo.
GOLAÇO DE CATARINO
Apesar da pressão brasileira, foi Omã quem fez o gol com Abdul Rahman, aproveitando um rebote de um pênalti defendido por Bobô. A resposta da seleção brasileira foi num golaço de Catarino, o terceiro da Amarelinha. No final do primeiro tempo, num contra ataque, Rodrigo recebeu e ampliou de cobertura: 4 a 2 para o Brasil.
OMÃ DESCONTA
No inicio do segundo período, Khalid descontou com um belo gol de cobertura. O ataque da seleção brasileira continuou a mostrar qualidade no ataque nas tentativas de Rodrigo, Mauricinho e Catarino, mas Omã conseguiu neutralizar com uma boa recomposição defensiva.
HULK GARANTE A VITÓRIA
No terceiro e último tempo, o Brasil começou com tudo, indo pra cima. Rodrigo e, depois, Mauricinho, arriscaram de bicicleta. A bola saiu por cima do gol. Em seguida, com tranquilidade e faro de gol, Edson Hulk marca o segundo dele na partida, fazendo 5 a 3 para o Brasil. Faltando 3 minutos para o fim da partida, Hulk ainda acertou a trave.
Comandado pelo treinador Marco Octavio, o Brasil volta a jogar neste domingo (18), às 14h (horário de Brasília), contra Portugal. É um dos maiores clássico da história da modalidade. O Brasil está no Grupo D ao lado de México, Omã e Portugal.
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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