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Brasil vence Chile e depende de tropeço argentino para ser campeão do Sul-Americano Sub-20

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Neste domingo (16.02), no Estádio Olímpico General José Antonio Anzoátegui, em Puerto La Cruz (Venezuela), a Seleção Brasileira Sub-20 derrotou o Chile por 3 a 0, encerrando sua participação na fase final do Sul-Americano da categoria com uma vitória convincente. Os gols foram marcados por Deivid Washington, Pedrinho e Ricardo Mathias. Agora, o time comandado por Ramon Menezes torce para que a Argentina não vença o Paraguai – que joga às 21h30 (de Brasília) – e assim confirme o título continental para o Brasil.

Primeiro tempo turbulento

Apesar do placar elástico no final, o Brasil começou hesitante e sofreu pressão chilena na etapa inicial. O goleiro Felipe Longo foi o herói ao fazer duas defesas decisivas contra Pancho Rossel, principal ameaça do rival. A zaga brasileira mostrou falhas na saída de bola, e o Chile aproveitou para criar chances rápidas nas transições. O intervalo chegou com alívio para os comandados de Ramon Menezes: 0 a 0 no placar e críticas à falta de criatividade no meio-campo.

Virada estratégica e expulsão decisiva

O Brasil retornou do vestiário com mais intensidade e passou a dominar as ações após ajustes táticos. Aos 27 minutos, Deivid Washington abriu o placar em jogada construída por Pedrinho: após receber na área, o atacante do Santos bateu com categoria e contou com um desvio da defesa para vencer o goleiro chileno.

Aos 33 minutos, Iván Román recebeu o segundo cartão amarelo após falta dura em Matheus Ferreira e deixou os chilenos com um jogador a menos. A expulsão abriu caminho para o Brasil ampliar: aos 40 minutos, Pedrinho aproveitou um contra-ataque veloz, invadiu a área pelo lado direito e bateu cruzado para marcar o segundo. Quatro minutos depois, Ricardo Mathias cabeceou sem chances para o goleiro após cobrança precisa de escanteio do próprio Pedrinho – seu segundo assistência no jogo.

Título nas mãos da Argentina

Com a vitória, o Brasil chegou aos 10 pontos na fase final do torneio e garantiu vaga no Mundial Sub-20 da FIFA (agendado para maio). No entanto, o título continental ainda depende do resultado entre Argentina e Paraguai: os hermanos lideram com 12 pontos e só não serão campeões se perderem por dois gols de diferença ou mais nesta última rodada*. Se vencerem ou empatarem, levarão o troféu inédito desde 2019.

Enquanto aguarda o desfecho da partida entre Argentina e Paraguai, Ramon Menezes já projeta os desafios globais: “Mostramos evolução ao longo do torneio. Agora é ajustar detalhes para buscar algo histórico no Mundial”, afirmou o técnico em coletiva pós-jogo.

O Sul-Americano Sub-20 coroa uma geração brasileira que mistura experiência de atletas como Endrick (já integrado à seleção principal) e talentos emergentes como Pedrinho – eleito um dos destaques da partida contra os chilenos. Enquanto isso, torcedores seguem de olho em Ciudad Guayana (sede do jogo argentino), onde uma derrota dos albicelestes pode transformar este domingo em uma data duplamente gloriosa para o futebol canarinho.

Fonte: Esportes



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Após décadas de espera, Governo de Mato Grosso muda cenário da saúde com o Hospital Central

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O Hospital Central de Alta Complexidade, unidade do Governo de Mato Grosso em operação desde janeiro deste ano, marca um novo momento da saúde pública no estado e tem recebido diversos elogios de pacientes e seus familiares.

A moradora de Diamantino Cleonice Soares, esposa do paciente Francisco, que passou pela cirurgia robótica, considera que o atendimento da unidade traz muitos diferenciais e é melhor do que em hospitais privados.

“A gente vinha há um tempo só tratando no particular e quando surgiu a oportunidade de a gente vir para Cuiabá e fazer esse tratamento pelo SUS foi uma vantagem muito grande, algo extraordinário em nossas vidas. O lugar é fantástico, é um acolhimento que a gente não acha nem em rede particular. Todo mundo nos acolheu como alguém muito especial”, avaliou.

Voltado à medicina de alta complexidade, o Hospital Central é uma unidade estruturada para a realização de procedimentos cirúrgicos de alta precisão, com incorporação de tecnologias avançadas, incluindo cirurgia robótica, voltada ao atendimento exclusivo de pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS).

“Nós tiramos o Hospital Central do papel e trouxemos para Mato Grosso o que há de melhor na saúde do Brasil. Ao escolher o Einstein para administrar a unidade, elevamos o padrão da saúde pública e ampliamos o acesso a serviços de alta complexidade. O mato-grossense merece ter aqui o atendimento que antes precisava buscar fora do estado”, avaliou o governador Otaviano Pivetta.

Administrado pelo Einstein Hospital Israelita, organização filantrópica com 25 anos de atuação no SUS, o Hospital Central foi responsável pelas primeiras cirurgias robóticas feitas pela saúde pública em Mato Grosso. A primeira delas foi em fevereiro e, desde então, já são 23 cirurgias realizadas, entre urologia e ginecologia.

A cirurgia robótica traz mais precisão na realização dos procedimentos e garante uma recuperação mais ágil e confortável ao paciente. Além da urologia e da ginecologia, cirurgias pediátricas e do aparelho digestivo também serão feitas com o robô.

Outro avanço foi a realização das primeiras intervenções cardíacas pediátricas por meio do serviço de hemodinâmica, implementado em maio de 2026. A tecnologia permite procedimentos menos invasivos e menor dependência de encaminhamentos para tratamento fora do estado. São dois aparelhos no Hospital Central, sendo um deles voltado exclusivamente para procedimentos cardiovasculares. A partir do mês de julho, a previsão é ofertar pelo menos 240 procedimentos por mês dessa especialidade.

“Mais do que ampliar a oferta de serviços e atuar como referência em alta complexidade, o Hospital Central qualifica a assistência em saúde de Mato Grosso. A unidade foi estruturada para garantir atendimento humanizado, seguro e resolutivo, compatível com os mais altos padrões de qualidade”, destacou o secretário de Estado de Saúde, Juliano Melo.

Mais de 17 mil atendimentos já foram realizados no Hospital Central, entre consultas em sete especialidades cirúrgicas pediátricas, ortopédicas pediátricas, ortopédicas oncológicas, urológicas, gerais, do aparelho digestivo e ginecológicas, além de exames de imagens e laboratoriais e cirurgias. Pacientes de 104 municípios de Mato Grosso já foram atendidos neste hospital, o que corresponde a mais de 73% do território estadual.

Até o final de julho, a unidade hospitalar entra em sua operação plena, ampliando para 12 o total de especialidades cirúrgicas. Serão inseridos procedimentos vasculares, cardiovasculares, torácicos, de mastologia oncológica e neurocirurgias eletivas. Para isso, profissionais médicos de 36 especialidades foram contratados para compor a equipe do Hospital Central, proporcionando a integralidade da assistência, com diagnósticos precisos e rápidos e qualidade assistencial diferenciada, necessária à alta complexidade.

“Temos conseguido, desde o início da operação do Hospital Central, oferecer à população de Mato Grosso serviços de excelência que ainda não estavam disponíveis no SUS do estado, ampliando o acesso e trazendo uma nova realidade à população”, comemorou a diretora da unidade, Alessandra Bokor.

Os pacientes atendidos no hospital são encaminhados pela Central Estadual de Regulação. Para isso, os usuários do SUS precisam manter atualizados seus contatos junto à unidade de saúde de sua comunidade.

Sobre o Einstein

O Einstein Hospital Israelita é considerado o 16º melhor hospital do mundo e 1º da América Latina, segundo o ranking The World’s Best Hospitals 2026, elaborado pela revista Newsweek em parceria com a empresa de dados Statista Inc.

Com sede em São Paulo, a organização, fundada em 1955, é referência em assistência, pesquisa, inovação e ensino, com base na responsabilidade social. Há 25 anos, atua no SUS por meio da gestão de unidades públicas, que contemplam, hoje, além de hospitais, unidades de atenção primária, Centros de Atenção Psicossocial e Serviços de Residência Terapêutica, de atenção ambulatorial especializada e de urgência e emergência, e da execução de projetos por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS), do Ministério da Saúde.



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