ELIMINATÓRIAS COPA

Brasil já jogou no Verdão, marcou 6 gols e ingresso – foi amistoso pra Copa de 2002 no Japão/Coréia do Sul

A seleção brasileira de futebol volta a jogar em Cuiabá após duas décadas de sua única apresentação em 2002,

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Foto Gazeta Digital

A Seleção Brasileira de Futebol volta a jogar em Cuiabá após duas décadas de sua única apresentação, em partida amistosa. A última partida foi realizada em 2002, no estádio Governador José Fragelli, o Verdão, onde hoje é atualmente a Arena Pantanal. Para assistir Brasil e Islândia, um internauta mostrou que pagou só R$ 5 – meia entrada.

Foto do ingresso foi compartilhada na página Cuiabá das Antigas, no instagram e pertence ao acervo de Sérgio Thompson. O registro despertou saudosismo nos seguidores.

Quem esteve no Verdão, no dia 7 de março, viu uma goleada da seleção. O time venceu os visitantes por 6 a 1. O jogo foi um amistoso de preparação para Copa do Mundo da Coreia e do Japão.

Fizeram gols naquela noite: Anderson Polga (2), Kleberson, Kaká, Gilberto Silva e Adílson.

2023

Seleção debuta no gramado da Arena Pantanal a partir das 20h30 desta quinta (12) contra a Venezuela. Conforme divulgou a CBF, o Brasil é líder das Eliminatórias com 6 pontos. Depois, o time enfrenta ainda a Bolívia e o Peru.

O meio-campista Casemiro disse que o Brasil deve ser sempre encarado como favorito, mas reforçou que a condição não indica um resultado positivo dentro de campo.

“Eu não gosto de me esconder atrás disso, não digo que devemos estar relaxados ou até que ganhamos o jogo, mas temos que ser realistas que somos favoritos e poucas seleções que enfrentarmos não seremos favoritos. É futebol, um dos poucos esportes em que o favorito nem sempre vence. Mas não podemos esconder que somos favoritos. Depende de nós concretizarmos em campo. A Seleção Brasileira é favorita, mas isso não vai determinar o resultado de amanhã”, explicou.

Já o técnico Fernando Diniz, que faz seu terceiro jogo liderando a equipe, afirma que é importante entender os pontos fortes do time venezuelano.

“A gente tem que esperar os dois cenários. Posso falar da Venezuela que é um time que não ganhou do Paraguai por acaso, foi merecido, e fez jogo extremamente equilibrado contra a Colômbia, em Barranquilla. Nos últimos jogos contra o Brasil, foram jogos difíceis. Fizemos análise de jogos da Venezuela, tem jogadores que se mantém. Tem qualidade, é bem treinado e extremamente competitivo. Vamos tentar fazer um bom jogo amanhã”, afirmou.

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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