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Brasil estreia nesta sexta na Copa do Mundo de Beach Soccer

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A Seleção Brasileira estreia nesta sexta-feira (16) na Copa do Mundo de Beach Soccer, realizada em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. O primeiro desafio em busca da sexta estrela será contra Omã às 14h (horário de Brasília). A partida terá tarnsmissão nas diversas plataformas do Grupo Globo, Cazé TV e Fifa+. O segundo compromisso será diante dos portugueses, no domingo (18). O Brasil encerra a fase de grupos contra os mexicanos na terça-feira (20).

O Brasil lidera o ranking de títulos e participou das 12 edições já realizadas da competição. O Japão também tem 100% de participações em Mundiais. O Brasil é o maior vencedor, com cinco títulos (2006, 2007, 2008, 2009 e 2017). Fixo da Seleção Brasileira, Catarino comentou a expectativa de disputar o Mundial, com o sonho de conquistar o hexacampeonato.

Na partida que abriu o mundial, a Itália venceu os Estados Unidos, por 3 a 1 pelo Grupo A. Já os Emirados Árabes Unidos venceram o Egito por 2 a 1. Pelo grupo B, o Taiti derrotou a Argentina por 4 a 3. Nos penaltis, Espanha e Irã empataram em 6 a 6. Nos pênaltis, os iranianos venceram os argentinos por 3 a 1. 

O torneio conta com a participação de 16 seleções distribuídas em quatro grupos. O Grupo A é composto por Emirados Árabes Unidos, Egito, EUA e Itália; o B é integrado por Espanha, Irã, Taiti e Argentina e o Grupo C tem Senegal, Belarus, Colômbia e Japão. Depois da tradicional fase de grupos, os dois primeiros colocados de cada grupo vão para a fase do mata-mata, nas quartas de final. A grande final será dia 25 de fevereiro.

Os jogos do Brasil na primeira fase:

Grupo D – Brasil, Omã, Portugal e México
16/02 – 14h – Brasil x Omã

18/02 – 14h – Brasil x Portugal
20/02 – 14h- México x Brasil

*Os jogos do Brasil terão transmissão em diversas plataformas do Grupo Globo, a Cazé TV e o Fifa+ 

Lista de convocados:

GOLEIROS
Bobô (Sampaio Corrêa-MA)
Teleco (Vasco da Gama-RJ)

FIXOS
Brendo (Anchieta-ES)
Bruno Xavier (Anchieta-ES)
Catarino (Catanha BS-ITÁLIA)

ALAS
Datinha (Sampaio Corrêa-MA)
Filipe Silva (Lokomotiv-RÚSSIA)
Mauricinho (Vasco da Gama – RJ)
Zé Lucas (ABC/Galinhos – RN)

PIVÔS
Alisson (ABC/Galinhos-RN)
Edson Hulk (Sampaio Corrêa-MA)
Rodrigo (Flamengo-RJ)





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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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