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Botafogo supera Chapecoense no Nilton Santos e abre vantagem na Copa do Brasil

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O Botafogo largou na frente na disputa pela vaga na sexta fase da Copa do Brasil. Jogando no Estádio Nilton Santos nesta terça-feira, o time carioca venceu a Chapecoense por 1 a 0, em um confronto movimentado do início ao fim. O gol decisivo foi marcado por Alex Telles, já nos minutos finais da segunda etapa.

Com o triunfo, o Alvinegro leva para Santa Catarina a vantagem do empate. O duelo de volta será disputado no dia 14 de maio, às 18h, na Arena Condá.

A partida começou em ritmo acelerado. Logo aos seis minutos, Júnior Santos avançou pela direita e serviu Kadir dentro da área. O atacante finalizou firme, mas a bola explodiu na trave defendida por Anderson, assustando a equipe visitante.

O segundo tempo manteve o tom ofensivo das duas equipes. Aos 23 minutos, Montoro aproveitou sobra após cobrança de escanteio e arriscou de primeira, acertando novamente o poste da Chapecoense. Dois minutos depois, Kadir puxou jogada pela direita e encontrou Vitinho, que bateu rasteiro. Bruno Pacheco, atento, salvou em cima da linha.

A Chapecoense também quase abriu o placar aos 37 minutos. Ênio passou por Ferraresi e arriscou de longe. A bola carimbou a trave, mantendo o placar zerado.

Quando tudo indicava que o empate prevaleceria, o Botafogo encontrou o caminho para o gol. Aos 45 minutos, Vitinho fez boa jogada pelo lado direito e levantou na medida para Alex Telles, que testou firme para o chão e estufou as redes, garantindo a vitória alvinegra.

Próximos compromissos

Botafogo
Jogo: Botafogo x Internacional
Competição: Brasileirão – 13ª rodada
Data: 25/04 (sábado), às 18h30
Local: Estádio Nilton Santos

Chapecoense
Jogo: Fluminense x Chapecoense
Competição: Brasileirão – 13ª rodada
Data: 26/04 (domingo), às 20h30
Local: Maracanã

FICHA TÉCNICA
Botafogo 1 x 0 Chapecoense
Competição Copa do Brasil – jogo de ida da quinta fase
Local Estádio Nilton Santos, Rio de Janeiro (RJ)
Data 21 de abril de 2026 (terça-feira)
Horário 17h (de Brasília)
Cartões Amarelos Camilo (CHA), Caio Roque (BOT), Rafael Thyere (CHA), Marcinho (CHA), Montoro (BOT), Anderson (CHA)
Cartões Vermelhos Nenhum
Árbitro Rodrigo José Pereira de Lima (PE)
Assistentes Brigida Cirilo Ferreira (AL) e Francisco Chaves Bezerra Junior (PE)
VAR Adriano de Assis Miranda (SP)
Gol Alex Telles, aos 45′ do 2°T (Botafogo)
Botafogo Neto, Vitinho, Bastos, Ferraresi e Caio Roque (Alex Telles); Allan (Medina), Danilo e Montoro; Matheus Martins (Arthur Cabral), Kadir (Correa) e Júnior Santos (Edenílson)
Técnico do Botafogo Franclim Carvalho
Chapecoense Anderson, Victor Caetano, Rafael Thyere (Bruno Leonardo) e Eduardo Doma; Marcos Vinícius, Camilo, Higor Meritão e Bruno Pacheco (Walter Clar); Jean Carlos (Rubens Tadeu), Maurício Garcez (João Vitor) e Marcinho (Ênio)
Técnico da Chapecoense Fábio Matias

Fonte: Esportes



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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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