Esporte
Botafogo empata com Aurora-BOL pela Pré-Libertadores após Tiquinho perder pênalti
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Em um emocionante confronto entre o segundo colocado, Botafogo, e o terceiro colocado, Nova Iguaçu, pela Taça Guanabara, o primeiro turno do Campeonato Carioca, o duelo terminou em empate por 2 a 2. A partida teve como palco o Bezerrão, no Distrito Federal.
No início do jogo, o Botafogo chegou a abrir uma vantagem de 2 a 0, porém, a estrela do centroavante Carlinhos brilhou e ele marcou dois gols, garantindo o empate para o Nova Iguaçu. O resultado esfriou o embalo do Botafogo, que agora acumula 11 pontos, dois a menos que o líder Fluminense.
Com o empate cedido no final, o Botafogo terá pela frente o Flamengo no próximo clássico, na próxima quarta-feira. A partida será um grande desafio para o técnico Tiago Nunes e sua equipe.
No primeiro tempo, mesmo com as condições do campo do Bezerrão não sendo as ideais, as equipes conseguiram criar algumas oportunidades. O Botafogo abriu o placar aos 44 minutos, com o zagueiro Lucas Halter, que marcou seu primeiro gol com a camisa do clube.
No segundo tempo, o Botafogo teve uma boa chance com Jeffinho, mas o goleiro do Nova Iguaçu, Fabrício Santana, espalmou para escanteio. Aos 18 minutos, o Botafogo ampliou a vantagem com um pênalti convertido por Eduardo.
No entanto, o Nova Iguaçu não se deu por vencido e reagiu rapidamente. Carlinhos aproveitou uma desatenção da zaga do Botafogo e diminuiu a vantagem aos 21 minutos. O atacante foi o destaque do jogo e empatou aos 43 minutos, marcando seu segundo gol na partida e seu quinto na competição.
Carlinhos tem se mostrado um artilheiro implacável nesse Campeonato Carioca, marcando gols contra Flamengo, Vasco e Botafogo. Ele não atuou contra o Fluminense devido a suspensão. Com cinco gols em cinco jogos, ele lidera a artilharia da competição.
Na próxima rodada da Taça Guanabara, o Nova Iguaçu receberá o Madureira, quarto colocado, na quinta-feira. Será mais um desafio para Carlinhos mostrar sua habilidade em busca do título.
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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