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Beto defende liberação de patrocínio ao time do Cuiabá

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Foto: Mayke Toscano/Secom-MT

Alberto Machado, secretário de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel), o Beto Dois a Um, voltou a defender a liberação do Governo para pagamento de patrocínio ao time do Cuiabá, que atualmente disputa a Série A do Campeonato Brasileiro. A questão encontra-se judicializada.

O recurso previsto em lei aprovada pelos deputados estaduais e reconhecida pelo governador Mauro Mendes (DEM), que cria o “Programa Mato Grosso Série A” e prevê a destinação de R$ 3,5 milhões ao time de Mato Grosso que estiver na elite do futebol brasileiro.

No entanto, foi suspensa depois do Ministério Público Estadual (MPE) introduzir uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin). A ação aguarda decisão do desembargador Juvenal Pereira da Silva, do Órgão Especial do Tribunal de Justiça de Mato Grosso.

 “Estamos aguardando a decisão do desembargador para a gente avançar quanto a isso, mas acho que é muito importante incentivar a manutenção do Dourado na Série A. É um clube que está enchendo todo o mato-grossense de orgulho”, concluiu o secretário.

No ponto de vista de Beto, o patrocínio ao time traz resultados diretos ao Estado, por meio da divulgação das potencialidades turísticas, econômicas e ambientais de Mato Grosso.

“A gente sabe da importância de ter esse time na Série A. Você incentiva a economia, incentiva o movimento esportivo de uma forma geral. É importante e defendo essa ação de apoio ao Cuiabá”, completou.

Nesta terça-feira (30), o Cuiabá pode mudar a sua colocação na tabela, caso vença o Palmeiras, na arena Pantanal. Mesmo com apenas quatro partidas até o final do campeonato, o Cuiabá atualmente ocupa a 13ª colocação, com 43 pontos.

O programa “Mato Grosso Série A” autoriza o Governo a firmar contratos de patrocínio com os times de futebol de forma direta, sendo R$ 3,5 milhões destinados aos times na Série A e R$ 1 milhão para quem estiver na Série B.

Cuiabá Esporte Clube é o representante de Mato Grosso na série A. Na série B não também tem time mato-grossense na competição deste ano. Diante da situação o Programa assegura o benefício às equipes de futebol profissional do Estado que disputar as séries C e D do Campeonato Brasileiro.

Para receber o incentivo, os times de futebol deverão divulgar, de forma associada à sua imagem, as potencialidades turísticas, econômicas e ambientais de Mato Grosso.

O procurador-geral de Justiça José Antônio Borges disse na ação, que a lei afronta à moralidade, eficiência e o dever geral de prestação de contas e contesta a ideia de que o patrocínio firmado com os times possa reverter de alguma forma em ganhos para o Estado.

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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