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Benzema perde pênalti, Al Ahly vence Al-Ittihad e enfrenta o Fluminense

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A Copa do Mundo de Clubes da FIFA 2023™ definiu o adversário do Fluminense na semifinal! Nesta sexta-feira (15.12), nas quartas, o egípcio Ah Ahly venceu o saudita Al-Ittihad por 3 a 1, em Jidá (cidade da Arábia Saudita que sedia esta edição do torneio e, por acaso, é também a casa da equipe derrotada), e se classificou para a próxima fase.

O placar pode parecer elástico, mas é preciso contextualizá-lo: o Al-Ittihad teve chance de empatar ainda no primeiro tempo, quando estava perdendo por apenas um gol de diferença, mas o astro Karim Benzema despediçou um pênalti. O francês só encontrou a rede no fim da partida, sem tempo para buscar uma reação maior.

N’Golo Kanté, Romarinho e Igor Coronado – outros destaques do time saudita – também não conseguiram fazer a diferença.

Agora, contra o Al Ahly, o Fluminense dará seu primeiro passo na história do Mundial de Clubes da FIFA. A partida está marcada para 18 de dezembro, segunda-feira, às 15 horas de Brasília. O palco será o Estádio Cidade dos Esportes Rei Abdullah, em Jidá.

Diante de torcedores entusiasmados dos dois lados, o jogo desta sexta-feira começou frenético, em ritmo intenso e veloz. Porém, não importa a velocidade: nada escapa aos olhos do VAR. Na metade do primeiro tempo, com auxílio da tecnologia de vídeo, a arbitragem flagrou um toque da bola no braço do zagueiro Kadesh e apitou pênalti.

Ali Maaloul bateu com firmeza, no centro do gol, e inaugurou o placar.

O Al-Ittihad tentou não se abalar com a derrota parcial e seguiu construindo suas jogadas; algumas terminaram em finalizações de Benzema defendidas pelo goleiro El Shenawy. A presença da equipe saudita no ataque acabou induzindo o Al Ahly ao erro na marcação e, assim, Abdelmonem também tocou a bola com o braço e cometeu pênalti.

Era a chance de empatar ainda antes do intervalo! Entretanto, El Shenawy foi novamente feliz diante de Benzema, espalmou a cobrança no canto direito e impediu o craque francês de igualar o jogo em Jidá.

O segundo tempo é sempre esperança de reviravoltas no futebol, mas quem aproveitou o reinício foi o próprio Al Ahly. Aos 14 minutos do segundo tempo, Hussein El Shahat recebeu o passe dentro da área, à esquerda do gol, e acertou um belíssimo chute.

Pouco depois, aos 16, Emam Ashour concluiu outra boa jogada do Al Ahly e ampliou.

O time egípcio irá para a semifinal com um desfalque inesperado: no finalzinho da partida, o atacante Modeste usou o cotovelo para disputar a posse da bola e foi expulso.

Com um homem a mais em campo, o Al-Ittihad enfim conseguiu balançar a rede nos acréscimos com Benzema aproveitando rebote após um cabeceio de Hegazy. Mas já não havia mais tempo para evitar a derrota dos sauditas em plena Jidá.


O número

Este foi o segundo confronto entre Al Ahly e Al-Ittihad na história da Copa do Mundo de Clubes da FIFA. Em 2005, nas quartas de final, o Al-Ittihad venceu por 1 a 0.

Fonte: Esportes

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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