Esporte
Bahia usará camisa com manchas de óleo como protesto contra vazamento
Esporte
Da Redação
O Bahia vive a expectativa de voltar ao G6 do Campeonato Brasileiro nesta rodada e não deixou de mostrar sua face preocupada com os problemas sociais. Neste domingo, o Esquadrão anunciou que entrará em campo para enfrentar o Ceará, na segunda-feira, com um uniforme repleto de manchas de óleo, fazendo alusão ao desastre ambiental que acomete o Nordeste.
Desde o início de outubro, 171 municípios dos nove estados nordestinos já registraram presença de manchas de óleo em seus litorais. O petróleo cru afeta não só mais de 150 praias, mas também a vida de animais marinhos. Na Bahia, o Governo do Estado declarou estado de emergência, que prevê a liberação de fundos para as cidades mais prejudicadas. Até o momento, casa município tem custeado o serviço de retirada do óleo.
Em seu site oficial, o Bahia ainda publicou um manifesto sobre o derramamento de petróleo. Confira abaixo o texto:
O problema é seu. O problema é nosso.
Quem derramou esse óleo? Quem será punido por tamanha irresponsabilidade? Será que esse assunto vai ficar esquecido?
O Bahia é você, somos nós, cada ser humano.
É a forma como representamos o amor, o apego, o chamego, o sagrado, a justiça. O Bahia é a união de um povo que vibra na mesma direção, que respira o mesmo ar e que depende da mesma natureza para existir, para sobreviver.
Jogaremos nesta segunda-feira (21), contra o Ceará, em Pituaçu, com a camisa do Esquadrão manchada de óleo.
Um convite à reflexão: o que faz um ser humano atacar e destruir espaços sagrados? O lucro a qualquer custo pode ser capaz de destruir a ética e as leis que regem e viabilizam a humanidade?
A barbárie deve ser tratada como tal, não como algo natural.
No momento, o Bahia é o oitavo colocado do Campeonato Brasileiro. O time entra em campo na segunda-feira, às 19h30, no Pituaçu, para enfrentar o Ceará. Caso vença, o time comandado por Roger Machado ultrapassará Grêmio e Corinthians, que perderam no sábado.
Crise ambiental
Neste sábado, foram encontrados fragmentos de petróleo nas praias do Reduto, em Rio Formoso; Boca da Barra, em Tamandaré; Barra de Sirinhaém, em Sirinhaém; Mamucabinhas, em Barreiros; Pontal de Maracaípe, Cupe e Muro Alto, em Ipojuca. Manchas de óleo ainda foram observadas nos estuários dos rios Formoso (Tamandaré); Persinunga (São José da Coroa Grande); Mamucabas (Barreiros) e Maracaípe (Ipojuca).
O episódio já virou alvo de críticas dos governadores do Nordeste à atuação da gestão Jair Bolsonaro. O governdor de Pernambuco, Paulo Cãmara (PSB) criticou a demora no enfrentamento do problema.
“Até agora, não nos deram respostas adequadas para que possamos fazer o devido planejamento de prevenção”, afirmou Câmara nete sábado, 19, ao visitar a praia de Carneiros, uma das mais conhecidas do estado, no município de Tamandaré. “O que está acontecendo no Nordeste exige priorização, determinação e foco. Esses quase 60 dias foram mais do que suficientes para que a gente pudesse ter um planejamento e evitar que essas manchas chegassem às nossas praias”, concluiu.
Antes, o governador da Bahia, Rui Costa (PT), trocou farpas pelo Twitter com o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles. Em um tuíte publicado às 5h26, o ministro escreveu que esteve pessoalmente na Bahia na quinta-feira, 17, e, apesar de ter testemunhado o trabalho de centenas de agentes federais e municipais, não viu ninguém do governo estadual.
A mensagem de Salles foi uma resposta a um post do governador petista, escrita na quinta-feira. No tuíte, Costa diz que, apesar de já terem sido removidas mais de 155 toneladas de óleo das praias, a gestão Bolsonaro ainda não havia se posicionado nem apresentado resoluções. “Precisamos de um posicionamento e de resoluções do governo federal, através da Marinha e do Ibama, que são os responsáveis pelo cuidado com o oceano, mas continuam em silêncio.
Fonte: https://veja.abril.com.br/esporte/bahia-usara-camisa-com-manchas-de-oleo-como-protesto-contra-vazamento/Com Gazeta Press
Foto: Divulgação/Divulgação
Esporte
Brasil vira sobre a Austrália e vence por 4 a 2 em amistoso
A Seleção Brasileira superou um primeiro tempo de sustos e derrotou a Austrália por 4 a 2, nesta terça-feira (29.09), em amistoso disputado no Suncorp Stadium, em Brisbane. Vanderson, Raphinha, Bruno Guimarães e Vinicius Júnior balançaram as redes para o Brasil; Circati e Metcalfe marcaram para os donos da casa. A Seleção ainda tem mais um compromisso nesta Data Fifa: no sábado, encara a Índia às 11h (de Brasília), no Vivekananda Yuba Bharati Krirangan Stadium, em Calcutá.
O jogo começou da melhor forma possível para os brasileiros. Aos dois minutos, uma jogada ensaiada pela ponta direita terminou com Rayan servindo Bontempo, que encontrou Vanderson livre para acertar um belo chute no ângulo e abrir o placar.
O segundo quase saiu em seguida. Raphinha recebeu na entrada da área e soltou uma pancada forte, obrigando Patrick Beach a fazer grande defesa. No rebote, o atacante do Barcelona voltou a finalizar, mas parou novamente no goleiro australiano.
Com o controle da posse de bola e do ritmo da partida, o Brasil ditava as ações, mas foi pego em falha pontual. Aos 29 minutos, após cobrança de escanteio fechado, a defesa brasileira se atrapalhou e Circati empatou para os mandantes.
O golpe abalou a equipe de Carlo Ancelotti, que três minutos depois viu o placar virar. Aos 32, a defesa saiu jogando errado, Metcalfe dominou com liberdade na entrada da área e finalizou com precisão, vencendo Otávio.
Aos poucos, a Seleção voltou a crescer. Aos 42, em mais uma boa trama coletiva, Danilo foi derrubado na área. O árbitro japonês Yusuke Araki revisou o lance no VAR e assinalou o pênalti. Raphinha cobrou com firmeza e deixou tudo igual antes do intervalo.
O segundo tempo começou mais equilibrado. A primeira grande chance foi australiana: aos 15 minutos, Circati apareceu livre na área após escanteio, mas cabeceou por cima, desperdiçando boa oportunidade para os donos da casa.
Do outro lado, o Brasil demorou a criar, mas foi cirúrgico quando chegou. Depois de um primeiro tempo discreto, Vinicius Júnior passou a aparecer mais no jogo. O atacante foi lançado pela esquerda e encontrou Endrick dentro da área, que deu um passe preciso para Bruno Guimarães completar para o fundo das redes e recolocar o Brasil em vantagem.
Aos 30 minutos, quase saiu o quarto. Vini arrancou pela esquerda e inverteu a jogada para Estêvão, que finalizou no canto e viu Patrick Beach fazer mais uma grande defesa. No rebote, a bola ainda bateu em Endrick antes de sair pela linha de fundo.
Aos 34, nada impediu o gol que selou a vitória. Vinicius Júnior fez bela jogada individual, driblou o marcador e foi derrubado dentro da área. O próprio camisa 7 cobrou o pênalti com categoria e converteu.
Nos minutos finais, a equipe de Carlo Ancelotti administrou a vantagem e controlou a partida até o apito final, confirmando o resultado.
| FICHA TÉCNICA | ||
|---|---|---|
| Austrália 2 x 4 Brasil | ||
| Competição | Amistoso | |
| Local | Suncorp Stadium, Brisbane (AUS) | |
| Data | 29 de setembro de 2026 (terça-feira) | |
| Horário | 7h (de Brasília) | |
| Cartões | Amarelos (Austrália) | Irankunda, Souttar |
| Cartões | Amarelos (Brasil) | Gabriel Magalhães, Endrick |
| Cartões | Vermelhos | Nenhum |
| Arbitragem | Árbitro | Yusuke Araki (JAP) |
| Arbitragem | Assistentes | Kota Watanabe (JAP) e Kohe Ando (JAP) |
| Arbitragem | Quarto árbitro | Ryo Tanimoto (JAP) |
| Gols | 1º gol | Vanderson, aos 2 do 1ºT (Brasil) |
| Gols | 2º gol | Circati, aos 29 do 1ºT (Austrália) |
| Gols | 3º gol | Metcalfe, aos 33 do 1ºT (Austrália) |
| Gols | 4º gol | Raphinha, aos 44 do 1ºT (Brasil) |
| Gols | 5º gol | Bruno Guimarães, aos 24 do 2ºT (Brasil) |
| Gols | 6º gol | Vinicius Júnior, aos 34 do 2ºT (Brasil) |
| Escalação | Austrália | Patrick Beach; Jacob Italiano (Geria), Alessandro Circati, Harry Souttar e Lucas Herrington; Aziz Behich, Jackson Irvine e Paul Okon-Engstler (O’Neill); Connor Metcalfe (McGree), Nestory Irankunda (Younis) e Tete Yengi. Técnico: Tony Popović |
| Escalação | Brasil | Otávio, Vanderson (Matheuzinho), Jair (Vitor Reis), Gabriel Magalhães e Mauro Júnior (Arthur Dias); Danilo (Breno Bidon), Bruno Guimarães (Martinelli) e Gabriel Bontempo (Andrey Santos); Rayan (Estêvão), Raphinha (Endrick) e Vini Júnior (Samuel Lino). Técnico: Carlo Ancelotti |
Fonte: Esportes
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