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Atlético-MG vence o Goiás e ainda sonha com o título do Brasileirão
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O Galo continua vivo na luta pelo título do Brasileirão. Neste domingo (12), a vitória por 2 a 1 sobre o Goiás, na Arena MRV, levou a equipe alvinegra a 57 pontos na tabela de classificação, onde ocupa o 5º lugar. Hulk, no primeiro tempo, e Guilherme Arana, na etapa final, fizeram os gols da partida, que foi válida pela 34ª rodada.
O JOGO começou equilibrado, com forte marcação das duas equipes. As duas primeiras tentativas do Galo foram em chutes de Hulk. Na primeira, a defesa do Goiás conseguiu bloquear o arremate e, na segunda, o goleiro Tadeu defendeu, em dois tempos, a cobrança de falta do Camisa 7 atleticano.
Aos poucos, o Galo foi tomando conta da partida. Guilherme Arana também arriscou de longe, aos 26, e a bola acertou o zagueiro Lucas Halter. Aos 37, Paulinho recebeu bom passe de Hulk na grande área e finalizou para a boa defesa de Tadeu.
Aos 38, Hulk tabelou com Maurício Lemos na entrada da área e foi derrubado por Maguinho, pênalti que o próprio Hulk cobrou com força, no canto esquerdo do goleiro, para abrir o placar na Arena MRV: Galo 1 x 0. Foi o gol de número 400 do artilheiro em competições oficias.
SEGUNDO TEMPO – De volta do intervalo sem alterações, o Atlético teve o zagueiro Igor Rabelo expulso logo aos nove minutos, após cometer falta em Matheus Babi. Em seguida, para recompor a defesa, Felipão substituiu Paulinho por Jemerson.
Aos 16, Hulk fez boa jogada enfrentando toda a defesa esmeraldina e finalizou forte, por cima do gol. Quatro minutos mais tarde, Matheus Mendes defendeu a conclusão de Alano.
GOOOOL DO GALO – O segundo gol atleticano também teve origem em uma tabela. Arana tocou a bola para Hulk na entrada da área pela esquerda e recebeu a devolução, o zagueiro se antecipou e o lateral-esquerdo mostrou mais uma vez a sua qualidade, tocando a bola com o joelho esquerdo para vencer o goleiro: Galo 2 x 0.
Hulk quase marcou um golaço de voleio, aos 29 minutos. No lance, ele tocou para Igor Gomes e o meia devolveu na grande área, mas a finalização foi por cima do gol. Aos 42, Igor Gomes e Rubens foram substituídos por Edenilson e Patrick, respectivamente.
O Goiás diminuiu aos 43, com Dodô, tornando dramáticos os minutos finais. Aos 49 minutos, foi a vez de Hulk deixar o campo para a entrada de Réver. A equipe visitante ainda levou perigo no cabeceio de Julián Palacios. Na jogada, a bola encobriu Mendes, mas Maurício Lemos conseguiu evitar o gol e garantir os três pontos para o Galo.
Fonte: Esportes
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Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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