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Atlético consegue empate com o América no finalzinho do jogo

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Uma noite de muitos gols e emoção para os torcedores tricolores. O Grêmio enfrentou o América-MG, na noite deste sábado, em jogo válido pela 30ª rodada do Campeonato Brasileiro. Jogando fora de casa, na Arena Independência, a equipe comandada pelo técnico Renato Portaluppi venceu os donos da casa por 4 a 3, com gols assinalados por Reinaldo, Everton Galdino, Suárez e Franco Cristaldo.

Com o resultado, o Grêmio sobe na tabela da competição e dorme na quarta posição, com 50 pontos.

Apesar da equipe gremista ameaçar nos primeiros instantes, foi o América-MG quem conseguiu largar em vantagem em um descuido da defesa tricolor, depois de Rodriguinho ser acionado, invadir a área e bater de canhota, abrindo o placar aos 2 minutos da etapa inicial. Mas a equipe de Renato Portaluppi não se abalou e buscou impor seu ritmo na partida. Quando o relógio marcava 16 minutos, Suárez sofreu um pênalti e Reinaldo foi o escolhido para a cobrança: o lateral mandou no canto esquerdo da meta adversária, deixando tudo igual na Arena Independência.

Superior, o Grêmio buscou trabalhar a bola, trocando passes e construindo boas oportunidades, tanto que não demorou para virar o marcador, desta vez com Galdino. Suárez viu o atacante partindo para o ataque e o serviu com um passe em profundidade. Everton recebeu e chutou na saída do goleiro, marcando o segundo, aos 19’.

Mas a partida se equilibrou. O América passou a pressionar após o gol gremista e tentou assinalar com Benítez, que em frente a grande área, chutou com muito perigo, mandando para fora, à direita do gol. Aos 34’, Mastriani foi acionado na pequena área e mandou para o fundo das redes, empatando o jogo.

A etapa complementar não começou favorável para o Grêmio, que sofreu o terceiro gol aos 3’, quando Mastriani apareceu novamente e tirou de Gabriel Grando, colocando os donos da casa na frente novamente. Com um jogo mais disputado, as oportunidades tardavam a ser criadas. Suárez levou perigo aos 14’, mas foi travado na hora do chute. Quatro minutos depois, a melhor chance tricolor saiu de uma jogada de Suárez servindo F. Cristaldo na meia-lua da grande área – o argentino chutou de primeira, obrigando Jori a operar boa defesa. Nathan Fernandes também levou perigo, mas novamente o arqueiro do Coelho salvou.

Foi aos 25’, em uma jogada individual de Suárez, que o Grêmio chegou ao empate novamente. O uruguaio recebeu um lançamento preciso, ganhou da marcação e finalizou. Jori defendeu, mas no rebote, Suárez foi perfeito e estufou as redes com um golaço.

Impondo o seu jogo, a equipe gremista conseguiu virar a contagem de novo. Após uma cobrança de escanteio rápida, F. Cristaldo recebeu próximo a linha de fundo e chutou cruzado, assinalando o quarto gol, aos 32’.

Vitória gremista por 4 a 3.

Com o resultado, o Grêmio sobe na tabela da competição e dorme na quarta posição, com 50 pontos.





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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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