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Athletico e São Paulo ficam só no empate no Brasileirão

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O São Paulo empatou em 1 a 1 com o Athletico-PR na Ligga Arena, neste domingo (29.10), em Curitiba, pela 30ª rodada do Campeonato Brasileiro. O time desperdiçou outra oportunidade de conquistar sua primeira vitória fora de casa nesta edição do torneio. O gol de abertura foi marcado por Pablo, do Athletico-PR, aproveitando a “Lei do ex”. Pablo Maia empatou para o São Paulo.

Com esse resultado, o São Paulo acumula 15 jogos como visitante no torneio, sendo que apenas empatou sete e perdeu oito. Sua campanha fora de casa é superior apenas à do América-MG, que está em último lugar no Campeonato Brasileiro. O Athletico-PR, por sua vez, perdeu a oportunidade de retornar ao G6 do Brasileirão.

O próximo jogo do São Paulo será contra o Cruzeiro, no Morumbi, na próxima quinta-feira, às 20h. Já o Athletico-PR enfrentará o Corinthians na Neo Química Arena, um dia antes, na quarta-feira, às 19h.

No início do jogo, houve muita ação. Aos sete minutos, o Athletico-PR abriu o placar com uma jogada envolvendo dois ex-jogadores do São Paulo. Vitor Bueno cruzou pela direita e Pablo cabeceou sem chances para o goleiro Rafael. Três minutos depois, o São Paulo respondeu com um gol de Pablo Maia, que subiu livremente e cabeceou ao contrário do goleiro Bento, empatando a partida na Ligga Arena.

Depois disso, as duas equipes optaram por se expor menos, o que tornou o jogo mais lento. A única outra grande oportunidade do São Paulo ocorreu aos 29 minutos, quando Vitor Bueno escorregou no campo ofensivo, resultando em um contra-ataque para o time. Luciano passou para Erison pela esquerda, e o centroavante chutou forte, obrigando Bento a fazer uma boa defesa.

O Athletico-PR também levou perigo aos 34 minutos, quando Canobbio foi lançado nas costas de Nathan e tiveram um momento de erro na tentativa de afastar a bola, resultando em uma jogada cara a cara com Rafael, que conseguiu fazer a defesa para salvar o São Paulo.

No início do segundo tempo, Canobbio recebeu outro lançamento nas costas de Nathan e chutou assustando o goleiro Rafael. O São Paulo só respondeu dez minutos depois, com um chute de fora da área de Luciano que desviou na defesa do Athletico-PR e sobrou para Erison, que chutou para fora.

Procurando mais criatividade e agressividade, Dorival Júnior fez substituições colocando James Rodríguez e David nos lugares de Luciano e Erison, respectivamente. No entanto, a dinâmica do jogo continuou a mesma, com as duas equipes apresentando dificuldade para chegar ao gol adversário e cometendo muitos erros técnicos. Portanto, o São Paulo e o Athletico-PR tiveram que se contentar com o empate em 1 a 1 na Ligga Arena.

Fonte: Esportes

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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