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Arenas da Copa América terão reconhecimento facial para identificar torcedores

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Torneio aposta em tecnologia para aprimorar segurança e identificar infratores

 

Da Redação

Copa América no Brasil será o primeiro grande evento do País que contará com tecnologia de reconhecimento facial. A informação foi dada na manhã desta quinta-feira durante seminário de segurança que está sendo realizado no Rio de Janeiro. A tecnologia estará disponível nos seis estádios que sediarão a competição – que acontecerá entre junho e julho – e visa identificar infratores ou procurados pela Justiça.

O sistema aproveitará as câmeras já disponíveis nas arenas e terá tecnologia integrada com banco de dados de órgãos de segurança federais e estaduais, além da Interpol. “O comitê tem condições de repassar esses dados a qualquer autoridade pública, e estamos tratando isso com o governo federal”, disse Hilário Medeiros, gerente de Segurança do Comitê Organizador Local (COL) da Copa América.

“Essa é uma tecnologia que já está consolidada no mundo e está vindo para o Brasil. A própria Arena Fonte Nova (em Salvador) já vem desenvolvendo esse trabalho. Dentro desse modelo, vai permitir que as forças de segurança pública, através de seus bancos de dados, tenham condições de captar a imagem e fazer o trabalho que precisa ser feito”, pontuou Medeiros. “Esse banco de dados é um conjunto com a Interpol e em conjunto com os órgãos de segurança pública”.

A tecnologia será monitorada junto ao Centro de Comando e Controle, que funcionará nos mesmos moldes da Copa do Mundo de 2014. “Será o primeiro evento no Brasil que vai trabalhar com reconhecimento facial”, destacou Medeiros. Ele, contudo, não soube informar o que será feito com o sistema após a Copa América. “Como vai ser em termos de legado, isso nós não estamos tratando. Estamos tratando agora do momento de operação”, completou.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: Estadão Conteúdo / https://esportes.estadao.com.br/noticias/futebol,arenas-da-copa-america-terao-reconhecimento-facial-para-identificar-torcedores,70002803975

Foto: Gaspar Nóbrega/COL Conmebol Copa América Brasil 2019

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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