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Abel minimiza críticas e se diz satisfeito com produção do Flamengo em 0 a 0

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‘Não saio chateado, porque nós tivemos o domínio do jogo’, explicou o técnico rubro-negro

 

Da Redação

O técnico Abel Braga procurou minimizar as críticas e algumas vaias da torcida após o empate sem gols do Flamengo com o Volta Redonda, neste sábado, no Maracanã, pela Taça Rio. Com o empate, o time ficou com oito pontos e perdeu a liderança do Grupo C para o Bangu, que chegou aos nove após vencer por 2 a 0 a Portuguesa.

“O torcedor é soberano e nós temos que saber conviver com a crítica. Há quem gosta e quem não gosta deste ou daquele jogador. O torcedor tem sempre as suas objeções, mas acho que no fundo ele entendeu a escalação do Rodinei. Sabendo disso, eu o coloquei como capitão da equipe, porque é um cara que trabalha muito. Três clubes demonstraram interesse nele e ele ficou conosco”, disse o técnico.

Sobre o jogo, com a escalações de muitos jovens, o técnico garantiu que aprovou o desempenho time. “Não saio chateado, porque nós tivemos o domínio do jogo. O adversário teve só um chute em gol e tiveram alguns lances discutíveis em jogo. Acho que poderíamos ter vencido. Empatar é chato, ninguém gosta”.

Questionado sobre as atuações de alguns garotos, o técnico procurar evitar detalhes. “Não gosto de avaliar garotos. Tanto o Lucas como Vitor Gabriel foram bem; o Ronaldo foi bem no primeiro e no segundo tempo baixou um pouquinho. Entraram também outros jogadores reservas como Rodinei e Trauco. Isso vai fortalecendo o grupo. Independente de quem entrar o torcedor vai ser bem representado”, concluiu.

O goleiro Gabriel Batista agradeceu a oportunidade de jogar. “Até o Diego Alves e o César me deram muita força e todos os demais companheiros. Estava bem preparado e confiante. Não tomamos gol e foi uma pena não vencer” explicou.

Neste clima de tranquilidade, até Hugo Moura, que teve um gol anulado no final e que gerou dúvidas, evitou críticas à arbitragem. “O juiz também erra e não é todo jogo que a gente vai ganhar”, disse o atacante.

O Flamengo ainda reclamou também de um possível pênalti em um toque de mão de Luiz Paulo dentro da área. “Foi um lance rápido e confesso que não sei se foi ou não pênalti”, comentou o jogador da Cabofriense.

O Flamengo não vai ter muito tempo para descansar, tanto que Abel deve escalar um time misto para o jogo contra Madureira, na próxima terça-feira, novamente no Maracanã.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: Estadão Conteúdo / https://esportes.estadao.com.br/noticias/futebol,abel-minimiza-criticas-e-se-diz-satisfeito-com-producao-do-flamengo-em-0-a-0,70002758295

Foto: Alexandre Vidal/Flamengo

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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