"PEQUENOS ATLETAS"

12ª Corrida do Reizinho reúne cinco mil pessoas no Sesc Arsenal

Evento esportivo é encerrado com saldo positivo e solidário, atendendo entidades sociais assistidas pelo projeto Sesc Mesa Brasil com a doação de alimentos.

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Esporte

Foto: Assessoria/Divulgação

A 12ª Corrida do Reizinho reuniu cinco mil pessoas no Sesc Arsenal, em Cuiabá, neste domingo (9). O evento esportivo contou com a participação de mil crianças que competiram em 82 modalidades. Os vencedores das baterias foram premiados com um tablet e todos os atletas mirins levaram para casa uma medalha.  

Após cruzar a linha de chegada, as crianças receberam um kit com lanche e se divertiram em atividades realizadas pela equipe de recreadores no jardim do Sesc Arsenal, transformado em uma grande arena de entretenimento com brinquedos infláveis e circuitos. Os pequenos ainda foram convidados a aprender em oficinas de tecnologia promovidas pelo Senac-MT.  

O Grupo Batukantá, Jheo Gil, Wanessa Dias e Joel Delatorre animaram o público com um repertório especial, voltado ao público infantil.  

A corrida foi organizada pelo Sistema Fecomércio-MT, por meio do Sesc/Senac-MT, em parceria com a TV Centro América (TVCA). O presidente José Wenceslau de Souza Júnior ressalta a importância da iniciativa que fomenta a prática esportiva desde a infância.  

“As crianças que estiveram presentes nesta edição, irão lembrar com alegria deste momento e, com certeza, saem motivadas a continuar correndo ou dispostas a encontrar a modalidade com a qual mais se identifiquem para praticar”, fala o presidente.  

Cerca de 5 mil kits de alimentação foram produzidos e aqueles que não foram consumidos, serão direcionados a entidades sociais cadastradas no projeto Sesc Mesa Brasil, voltado ao combate da fome e desperdício de alimentos. O diretor regional do Sesc-MT, Carlos Rissato, lembra que a instituição busca realizar eventos que incentivem a solidariedade.  

“Além de conscientizar os participantes sobre o valor da inserção de atividades físicas e dos seus benefícios para a saúde, a 12ª Corrida do Reizinho também irá garantir o alimento na mesa de diversas pessoas, assistidas pelo projeto do Sesc”, conclui Rissato.  

Tradição 

A Corrida do Reizinho é realizada há 12 anos. O evento esportivo é a vertente para as crianças da Corrida de Reis e já se tornou uma tradição em Cuiabá. Depois de dois anos paralisada em decorrência da pandemia da Covid-19, a ação foi retomada em 2022 com a total aprovação do público. As mil vagas disponibilizadas pelo Sistema Fecomércio-MT, esgotaram em menos de 24 horas. 

O Sistema S do Comércio, composto pela Fecomércio, Sesc, Senac e IPF em Mato Grosso, é presidido por José Wenceslau de Souza Júnior. A entidade é filiada à Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), que está sob o comando de José Roberto Tadros. 

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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