Economia

RS destina R$ 9,4 mi para recuperação de indústrias pós-inundações

São 8 milhões e meio da ABDI, Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial, e 945 mil do Senai, Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial, que vai executar o acordo.

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Foto: Reuters/ Paulo Whitaker/Direitos Reservados

As pequenas e médias indústrias do Rio Grande do Sul vão ter nove milhões e quatrocentos mil reais para se recuperarem dos prejuízos causados pelas inundações. O dinheiro vai servir para compra de peças das máquinas industriais e pagamento de mão de obra técnica terceirizada.

São 8 milhões e meio da ABDI, Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial, e 945 mil do Senai, Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial, que vai executar o acordo. O objetivo é atender pelo menos 100 empresas, podendo superar 200 estabelecimentos. O limite para cada empresa é de 85 mil reais.  

O convênio assinado vai fazer parte do programa Recupera Indústria RS, iniciativa do Sistema FIERGS e de sindicatos industriais.

A prioridade é de empresas de menor faturamento anual e que não possuam seguro para máquinas industriais. Os estabelecimentos devem ter CNPJ, Classificação Nacional de Atividades Econômicas e comprovar que as fábricas foram atingidas pela enchente no estado.

Fonte: Edição: Nadia Coelho/ Patrícia Serrão – https://agenciabrasil.ebc.com.br/radioagencia-nacional/economia/audio/2024-07/rs-destina-r-94-mi-para-recuperacao-de-industrias-pos-inundacoes

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Vendas no comércio crescem 0,5% em junho e sobem 1,9% no 1º semestre

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As vendas no comércio brasileiros cresceram 0,5% na passagem de maio para junho e fecharam o primeiro semestre com expansão de 1,9%, quando comparadas ao mesmo período do ano passado.

Na comparação com junho de 2025, a alta é de 2,9%. No acumulado de 12 meses, o comércio tem variação positiva de 1,6%. No segundo trimestre, houve recuo de 0,4% em relação ao primeiro trimestre de 2026.

Os dados são da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada na manhã desta quinta-feira (13) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O desempenho recente deixa o setor 0,8% abaixo do maior nível já registrado, atingido em março de 2026.

O analista da pesquisa, Cristiano Santos, frisa que é “o segundo patamar mais alto da série, iniciada em janeiro de 2000”.

Santos acrescenta que há um efeito estatístico. “Quando se está no ponto mais alto da série, é mais difícil continuar crescendo.”

Na comparação com meses imediatamente seguidos, apenas um mês de 2026 apresentou recuo de vendas:

  • Janeiro: 0,5%
  • Fevereiro: 0,8%
  • Março: 0,8%
  • Abril: -1,5%
  • Maio: 0,3%
  • Junho: 0,5%

Inflação perde força e ajuda

O analista do IBGE explica que um dos fatores que impulsionaram as vendas de junho foi a desaceleração da inflação (0,16% em junho contra 0,58% em maio). Outro elemento foi o aumento no número de pessoas trabalhando (alta de 1,1% entre os meses).

Metade dos oito grupos de atividades pesquisadas pelo IBGE apresentou alta na passagem de maio para junho:

  • Combustíveis e lubrificantes: -1,7%
  • Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo: 1,1%
  • Tecidos, vestuário e calçados: -2,6%
  • Móveis e eletrodomésticos: 0,4%
  • Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e perfumaria: 0,2%
  • Livros, jornais, revista e papelaria: -9,9%
  • Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação: -1,3%
  • Outros artigos de uso pessoal e doméstico: 2,4%

Atacado

No comércio varejista ampliado, que inclui atividades de atacado ─ veículos, motos, partes e peças; material de construção; e produtos alimentícios, bebidas e fumo ─ o indicador recuou 1% de maio para junho e marca avanço de 1,9% no acumulado do semestre. Ao longo de um ano, há variação positiva de 0,8%.

Em junho, o varejo ampliado figurava 2,1% abaixo do ponto mais alto já registrado, alcançado em fevereiro de 2026.

Conjunto da economia

A Pesquisa Mensal de Comércio é a terceira de três levantamentos conjunturais divulgados mensalmente pelo IBGE. Nos últimos dias o instituto revelou que a produção da indústria recuou 1,8% de maio para junho e avança 1,5% no primeiro semestre, comparado ao mesmo período de 2025. 

O setor de serviços ficou estável em junho (0%) e cresceu 2% no primeiro semestre. 



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