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Produtores são orientados a adotar medidas de segurança e higiene

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Da Redação.

Os primeiros grãos de café de variedades mais precoces já começam a ser colhidos em Mato Grosso. No noroeste do Estado, região que concentra a maior parte da área plantada, os trabalhos começaram há menos de 15 dias, e a previsão é que na segunda quinzena desse mês a colheita do grão atinja seu ápice.

Atento a esse período, o Governo do Estado, através da Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf), pede que os agricultores, em especial aos agricultores familiares, adotem medidas de prevenção e estratégias para evitar a contaminação e transmissão do novo Coronavírus (Covid-19) durante a colheita do café.

A orientação, segundo o secretário de Estado de Agricultura Familiar, Silvano Amaral, é preservar a vida dos trabalhadores e das famílias rurais do Estado. “Entre os pontos que orientamos está o uso frequente de produtos de higiene pessoal, evitar aglomerações nas interrupções, como horário de almoço”, informa Silvano Amaral.

Ainda conforme o titular da pasta de Agricultura Familiar, a orientação é para que produtores de café façam uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), álcool em gel 70%, máscaras e outros insumos de higiene pessoal. “Aqueles municípios que irão receber trabalhadores de fora para esse período, sugerimos que criem estratégias de triagem para identificar as pessoas com os sintomas do vírus”, acrescenta.

Outras medidas sugeridas pelo Governo do Estado para que sejam adotadas estão: o não compartilhamento de garrafas de água, copos, talheres e outros objetos de uso pessoal; manter distância mínima de 1 metro entre os trabalhadores durante a colheita no campo; fazer orientações gerais aos funcionários, periodicamente, reforçando cuidados com higiene pessoal; pessoas com sintomas de síndrome gripal devem ser colocadas em isolamento imediatamente e, caso tenham dificuldade para respirar, devem ser levadas à unidade de saúde mais próxima.

Segundo o agrônomo da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), Ronaldo Benevides, os cuidados para evitar a contaminação e transmissão do novo Coronavírus já estão sendo adotados por boa parte dos produtores rurais de Colniza, cidade que sozinha produz mais da metade do café produzido em Mato Grosso. “As lavouras cuja a colheita começou agora, o pessoal já tem tomado cuidados, e além disso estamos dando orientações sobre isso através de grupos de WhatsApp e teletrabalho”, comenta Benevides.

Outra sugestão dada pela Seaf aos produtores é a de que eles não adiantem a colheita do café, temendo um aumento da pandemia do Covid-19. “Quando se antecipa a colheita, colhe-se o café verde, e nessa condição dá um menor rendimento, menor qualidade e consequentemente menor preço do grão”, explica o superintendente de Agricultura Familiar, George Lima.   

Até o momento os produtores não tem tido dificuldade de encontrar mão de obra, e segundo o presidente da Associação de Torrefadoras de Café de Mato Grosso, Wagner Gouveia, mesmo com as intempéries provocadas pela crise da pandemia, o setor continua produzindo, vendendo e exportando bem. “Nosso ritmo de trabalho não sofreu alteração, estamos trabalhando com a mesma proporção do ano passado, nesse mesmo período, a diferença é que estamos adotando medidas mais restritivas de higiene e contato, conforme o momento pede”, explica Wagner Gouveia.

Na previsão do 1º Levantamento da Safra 2020 de Café realizado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a previsão é de que Mato Grosso deva produzir entre 159 a 168,8 mil sacas. 

Foto:  Maria Anffe/Gcom-MT

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Durigan defende que Brasil deve ampliar comércio exterior

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O ministro da Fazenda, Dario Durigan, defendeu nesta segunda-feira (17) a estratégia de abertura do comércio de produtos brasileiros para outros países. 

Segundo ele, outros governos e investidores olham para o Brasil com confiança. “Em um mundo de incertezas, temos de construir o Brasil como um porto seguro, temos de projetar segurança e previsibilidade”, disse ao participar de evento na capital paulista.

Para Durigan, essa abertura deve ser baseada em negociações e não de dependência de um parceiro exclusivo, na Ásia ou na América do Norte, por exemplo.

“[O Brasil] vai fazer o debate sabendo de suas fraquezas e fortalezas”, apontou.

A fala do ministro ocorre no momento de tensão entre Brasil e Estados Unidos. Na semana passada, o governo federal anunciou a abertura formal do processo para avaliar se a imposição unilateral de tarifas por parte dos Estados Unidos (EUA) contra exportações brasileiras será respondida com base na Lei da Reciprocidade Econômica

Aprovada no ano passado, justamente em reação ao primeiro tarifaço do governo de Donald Trump, a Lei nº 15.122 estabelece critérios para suspensão de concessões comerciais em resposta a ações, políticas ou práticas unilaterais de outro país que impacte negativamente a competitividade econômica do Brasil.

Medidas fiscais

Durigan também argumentou sobre a adoção de medidas, como bloqueio de orçamento e limite de gastos obrigatórios, para que o país mantenha a estabilidade fiscal. 

“Precisamos manter uma trajetória fiscal, sem desestabilizar”, disse.

Sobre a reforma tributária, o ministro reconhece que pode amedrontar, por impor muitas mudanças. Porém, Durigan acredita que 2027 será um importante ano para a transição, e que, ao final, resultará em um sistema melhor, a médio e longo prazo, para o país. 

A questão dos juros também foi abordada. Durigan afirmou que não há condições de discutir crédito no país sem “juros civilizados”, por, conforme o ministro, serem a “milha final” dos ajustes de médio prazo necessários para o desenvolvimento do país.



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