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Prefeitura de Sinop realiza mutirão e identifica focos de dengue mesmo durante a seca

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Mesmo neste período de estiagem das chuvas, a Prefeitura de Sinop – por meio do Centro de Combate às Endemias vinculado à Secretaria de Saúde – alerta para que a população siga com a eliminação de focos do mosquito Aedes Aegypti, transmissor da dengue, chikungunya e zika. Desde o último dia 26 de junho, o mutirão percorreu oito bairros da cidade e identificou 60 focos.

Até o momento, as equipes já passaram pelos bairros Residencial Kayabi, Recanto da Mata, Jardim Caribe, Jardim Veneza, Jardim Califórnia, Residencial Daury Riva, Jardim das Rosas e Jardim Azaléias. Dos 5.833 imóveis abordados, 3.071 acolheram os agentes de endemias. Nessas visitas, 1.561 recipientes e locais com potencial para acumular água e servir de criadouro do mosquito foram eliminados.

Conforme reforçou o coordenador de vigilância ambiental, Alef Costa, mesmo no período da seca a população precisa estar alerta. “Mesmo sem chuva, basta uma pequena quantidade de água acumulada para que isso aconteça. É muito importante que a população entenda que o combate à dengue não acontece apenas no período chuvoso. Durante a seca também encontramos focos com larvas. Pedimos que todos recebam nossos agentes, permitam a inspeção dos imóveis e façam semanalmente uma vistoria em casa. Dez minutos por semana podem evitar muitos casos da doença”, alertou.

Alef lembrou os locais em que a atenção dos moradores precisam ser redobrados. “É preciso ter um cuidado especial com vasos de plantas, pratos, calhas, caixas d’água, ralos, recipientes, lonas, pneus, garrafas e qualquer outro objeto que possa acumular água. Cada cantinho do seu imóvel precisa ser inspecionados”, orientou.

Dos 60 focos identificados até o momento, boa parte estavam em recipientes deixados nos quintais, como baldes, vasos de plantas, pratinhos, caixas sem tampa e materiais descartados. Os bairros com maior recorrência de focos, até o momento, foram: Jardim Veneza (19), Jardim Califórnia (12), Daury Riva (11) e Jardim Caribe (8).

O coordenador também destaca que o objetivo principal do mutirão é eliminar os criadouros e conscientizar a população, e não aplicar penalidades aos moradores. “Nosso foco é orientar, identificar e eliminar os criadouros antes que eles se transformem em um problema maior. Queremos que a população veja nossos agentes como parceiros da saúde pública. Quanto maior for a colaboração dos moradores, mais eficiente será o trabalho de prevenção”, destacou.

Outra orientação importante da equipe do Centro de Combate às Endemias é aproveitar o período de estiagem para realizar pequenos reparos, como conserto de calhas, redes de esgoto e ralos, já que esse tipo de manutenção costuma ser mais difícil durante o período de chuvas.

Neste momento, as equipes estão concentradas no Jardim das Rosas. Nos próximos dias, o mutirão seguirá para os bairros Jardim das Azaléias e Jardim das Oliveiras. Atuam no mutirão 15 agentes de endemias, que realizam as visitas de segunda a sexta-feira, das 7h às 11h e das 13h às 17h.

A Secretaria de Saúde reforça que a prevenção continua sendo a principal forma de combater a dengue. A recomendação é que cada morador reserve alguns minutos por semana para eliminar qualquer recipiente que possa acumular água e impedir a proliferação do mosquito.



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Campo de Búzios, da Petrobras, bate recordes de exportação de gás

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O campo de Búzios, no pré-sal da Bacia de Santos, bateu recordes de exportação de gás natural em agosto, segundo a Petrobras. 

A exportação média de gás natural em um mês superou a marca de 10 milhões de metros cúbicos por dia (m³/d). O recorde mensal anterior, de acordo com a Petrobras, era de março de 2026, com 9,1 milhões de m³/d.

Localizado no litoral do estado do Rio de Janeiro, a 180 km da costa, o campo está em águas ultraprofundas, a 2,1 mil metros de profundidade.

Segundo a companhia, a marca mensal veio acompanhada também de um novo recorde de exportação diária. Em 6 de agosto, Búzios atingiu 14,1 milhões de m³/d, superando o pico anterior, de 13,9 milhões de m³/d, registrado em julho.

De acordo com a Petrobras, o ganho não decorre da entrada de novos sistemas de produção, mas da otimização das unidades já existentes

A empresa ressalta que, entre as principais iniciativas, está o programa de modernização das plantas de tratamento de gás das plataformas P-74, P-75, P-76 e P-77, com a substituição das membranas de remoção de gás carbônico (CO₂).

O projeto, que começou em 2025, elevou a capacidade de exportação dessas unidades de cerca de 1,5 milhão para 3 milhões de m³/d por plataforma, com potencial para atingir patamares ainda superiores após ajustes complementares de processo. A unidade FPSO Almirante Barroso também contribui para os resultados alcançados.

“A expansão da capacidade de exportação de gás continuará nos próximos anos, com a entrada em operação dos sistemas previstos para as plataformas P-78 e P-79 até 2027. Ao final do desenvolvimento do campo, das 12 plataformas planejadas, oito contarão com capacidade de exportação de gás, incluindo a unidade Búzios 12, com início de operação previsto para 2032 e capacidade estimada de 5,5 milhões de m³/d”, informou a Petrobras, em nota. 



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