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Pix teve crescimento extraordinário e 235 milhões de transações em 1 dia, diz Campos Neto

O crescimento “extraordinário” da adoção do Pix

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Economia

Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasi

O presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, destacou nesta quinta-feira, 8, o crescimento “extraordinário” da adoção do Pix, a plataforma de transações financeiras instantâneas da autarquia. Durante um evento sobre os cinco anos do Cadastro Positivo, organizado pela Confederação Nacional das Instituições Financeiras (CNF), Campos Neto mencionou que o Pix alcançou 235 milhões de operações em um único dia, representando mais de duas transações por pessoa.

Ele comparou esse número ao sistema de transações da Œndia, observando que o Pix registra um volume quatro vezes maior.

“O Pix talvez seja o sistema que mais gerou inclusão financeira na história”, afirmou Campos Neto, enfatizando que economias locais inteiras começaram a operar por meio da plataforma.

Atualmente, o Pix opera com apenas 30% de sua capacidade total e planeja adicionar novas funcionalidades para tornar as transações online mais convenientes, incluindo pagamentos por aproximação e automáticos.

Campos Neto lembrou que a plataforma é programável e que “muitas coisas ainda podem ser feitas” com o Pix.

Em relação às próximas fases da agenda digital do BC, ele discutiu a possibilidade de as pessoas compararem produtos financeiros em tempo real e em um ambiente digital unificado, o que levou ao Open Finance. Esse sistema, conforme Campos Neto, já economizou “dezenas de milhões de reais” para seus usuários.

As soluções, no entanto, não seriam completas se não fossem tokenizadas, disse o presidente do BC, ao explicar o projeto do Drex, a moeda digital da autarquia. Ele destacou que a comunidade internacional já considera a tokenização como o método mais eficiente para depósitos.

Segundo Campos Neto, a moeda que vai dominar o mundo será digital. “Não importa qual é moeda que vai prevalecer, vamos ter conversão imediata e instantânea em várias moedas”, assinalou.

 

Fonte: Gazeta Digital – https://www.gazetadigital.com.br/editorias/economia/pix-teve-crescimento-extraordinario-e-235-milhoes-de-transacoes-em-1-dia-diz-campos-neto/780015

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Juros para famílias sobem em agosto e inadimplência chega a 6%

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As famílias brasileiras continuaram enfrentando aumento dos juros, da inadimplência e do endividamento em agosto, segundo as Estatísticas Monetárias e de Crédito divulgadas nesta terça-feira (29) pelo Banco Central (BC).

A taxa média de juros do crédito livre para pessoas físicas chegou a 61,7% ao ano, com alta de 1,4 ponto percentual (p.p.) em relação a julho; e de 2,9 p.p. na comparação com agosto do ano passado.

Entre as modalidades que mais pressionaram o indicador estão o cartão de crédito rotativo e o cartão parcelado.

Considerando famílias e empresas, a taxa média de juros das operações com recursos livres ficou em 48,5% ao ano em agosto, com aumento de 0,8 p.p. no mês e de 2,3 p.p. em 12 meses.

No caso especificamente das empresas, a taxa média de 24,2% representa recuo de 1,0 p.p. no mês e de 0,7 p.p. em 12 meses.

“Prevaleceu o efeito da variação das taxas (efeito taxa), com destaque para as reduções das taxas médias de cartão de crédito rotativo (-26,9 p.p.), de capital de giro com prazo inferior a 365 dias (-4,1 p.p.) e de capital de giro com prazo superior a 365 dias (-1,0 p.p.)”, detalhou o BC.

Crédito

Apesar dos juros mais elevados, o crédito às famílias continuou crescendo. O saldo das operações livres para pessoas físicas alcançou R$ 2,6 trilhões, com expansão de 0,8% no mês e de 10,5% em 12 meses.

O resultado foi puxado principalmente pelo financiamento de veículos, pelo cartão de crédito rotativo e pelo crédito consignado para trabalhadores do setor privado, modalidade que concentra as operações do Crédito do Trabalhador.

Nas empresas, a taxa média de juros do crédito livre ficou em 24,2% ao ano, após recuo de 1 p.p. em agosto. O saldo dessas operações somou R$ 1,6 trilhão, com queda de 0,6% no mês e alta de 0,5% em 12 meses.

Segundo o BC, o resultado foi influenciado principalmente pela redução das operações de capital de giro, de desconto de duplicatas e outros recebíveis.

O saldo total da carteira de crédito livre atingiu R$ 4,1 trilhões em agosto, crescimento de 0,2% no mês e de 6,5% em 12 meses.

Endividamento e inadimplência

Os indicadores de crédito mostram que o endividamento das famílias atingiu 49,9% em julho, com aumento de 0,2 p.p. em relação ao mês anterior e de 1,1 p.p. em 12 meses.

O comprometimento da renda com o pagamento de dívidas ficou em 28,7%, estável na comparação mensal, mas 1,4 p.p. acima do registrado um ano antes.

Ao mesmo tempo, a inadimplência da carteira total de crédito do Sistema Financeiro Nacional alcançou 5% em agosto, com alta de 0,1 p.p. no mês e de 0,9 p.p. em 12 meses.

Entre as famílias, a taxa de inadimplência chegou a 6%, avançando 0,2 p.p. em relação a julho e 1,1 p.p. na comparação anual. Nas operações com empresas, o indicador permaneceu estável em 3,3%.

Crédito total soma R$ 7,4 trilhões

O saldo das operações de crédito do Sistema Financeiro Nacional atingiu R$ 7,4 trilhões em agosto, o que representa expansão de 0,5% no mês.

As operações com famílias cresceram 0,8%, chegando a R$ 4,7 trilhões. Nas empresas, houve redução de 0,1%, para R$ 2,7 trilhões.

Em 12 meses, o crédito total acumulou crescimento de 9,2%, com avanço de 10,5% nas operações destinadas às pessoas físicas e de 7,1% naquelas voltadas às empresas.

Considerando empréstimos bancários, títulos de dívida e financiamentos externos, o crédito ampliado ao setor não financeiro totalizou R$ 22 trilhões em agosto, o que equivale a 164,9% do Produto Interno Bruto (PIB). O saldo cresceu 0,6% no mês e 11,3% em 12 meses.

O crédito ampliado às empresas somou R$ 7,3 trilhões, valor equivalente a 54,6% do PIB, com expansão de 1,1% em agosto e de 8,7% na comparação anual.

Reservas bancárias avançam

Nos agregados monetários, a base monetária encerrou agosto estável, na comparação com o mês anterior, em R$ 432,6 bilhões. Tendo como base comparativa agosto de 2025, apresentou retração de 1,4%.

As reservas bancárias cresceram 4,5% no mês, enquanto o volume de papel-moeda em circulação recuou 0,5%.



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