"Intercambio"
Permissionários do Mercado do Porto vão a São Paulo conhecer o Mercado Municipal
Essa é a primeira de muitas etapas de qualificação oferecida pela Prefeitura.
Economia
Uma parceria entre a Prefeitura de Cuiabá – por meio da Secretaria de Agricultura, Trabalho e Desenvolvimento Econômico – com o Sebrae, vai possibilitar a quinze (15) permissionários do mercado ‘Antônio Moisés Nadaf (Feira do Porto)’, que fica às margens do Córrego Oito de Abril, participarem de uma capacitação em São Paulo. O curso vai auxiliar no aprimoramento quanto aos atendimentos, serviços, instalação das bancas, dentre outros.
Os profissionais irão conhecer o Mercado Municipal da capital paulista, sendo ele, o espelho utilizado para elaboração do projeto de reforma e reestruturação da nova estrutura da Feira na capital. Outros locais para visitação também constam na programação, que terá início no domingo (24) e será encerrada até a terça-feira (26).
“Essa capacitação e visita ao grande Mercado Municipal de São Paulo irá agregar experiência e preparação dos nossos feirantes para exercício das atividades na nossa nova estrutura. Essa é a primeira de muitas etapas de qualificação oferecida pela Prefeitura. É uma determinação da gestão Emanuel Pinheiro oferecer todo suporte aos nossos feirantes. Será um intercâmbio de gestão”, disse o secretário municipal de Agricultura, Trabalho e Desenvolvimento Econômico, Francisco Vuolo.
Vuolo informou ainda que, as capacitações oferecidas pelo Sebrae continuam até a entrega oficial da nova estrutura.
O presidente do Mercado do Porto, Jorge Antônio Lemos Júnior, pondera que é de grande importância a troca de experiência com um dos grandes centros de alimentos e bebidas em São Paulo. “Durante três dias, a equipe escolhida para vivenciar essa missão técnica terá a oportunidade de conhecer o funcionamento de muitos lugares. As informações adquiridas serão repassadas aos demais feirantes”, destacou o presidente.
O Mercado Antônio Moisés Nadaf conta atualmente com 149 permissionários cadastrados e passa por uma completa
Reforma, atendendo aos anseios dos feirantes. “São quase 25 anos de espera. E vai ser um dos melhores Mercados do Brasil. Essa revitalização é esperada pelos permissionários e população cuiabana. Temos somente a agradecer o prefeito por fazer esse sonho antigo se tornar realidade”, agradeceu Jorge Lemos.
O Mercado do Porto está aberto ao público de segunda a sábado, das 5h às 18h e domingos e feriados, das 5h às 12h, seguindo as medidas de biossegurança, como uso de máscara, disponibilização de álcool 70% e limitação na entrada de pessoas.
Foto: Gustavo Duarte
Economia
Ministro chama tarifa dos EUA de “indevida” e promete reação
O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, classificou como “indevida” a nova tarifa de 12,5% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros e afirmou que a medida se baseia em argumentos que “não são reais”.

Segundo ele, o governo brasileiro buscará reverter a decisão por meio de negociações, mas não descarta adotar medidas de reciprocidade.
A alíquota entra em vigor nesta sexta-feira (24) e, para parte das exportações brasileiras, será somada à tarifa de 25% que começou a valer nesta semana.
Brasil contesta
Márcio Elias Rosa afirmou que o Brasil possui uma política consolidada de combate ao trabalho escravo e rejeitou as justificativas apresentadas pelos Estados Unidos.
“O Brasil tem compromissos históricos com o combate ao trabalho forçado, com a prevenção, o controle, a fiscalização e o acolhimento das vítimas. O Brasil é signatário de todos os instrumentos da Organização Internacional do Trabalho. Não abona nem apoia essa prática e, mais do que isso, tem compromisso com os direitos humanos e com o trabalho digno”, declarou o ministro em entrevista coletiva esta noite.
Para o ministro, a nova tarifa foi construída sobre uma premissa equivocada.
“É uma tarifa indevida, baseada em fatos que não são reais”, acrescentou.
Setores afetados
Apesar de uma extensa lista de produtos isentos das novas tarifas, o ministro afirmou que diversos setores da indústria brasileira serão atingidos pela cobrança acumulada de 37,5%.
“Lamentavelmente, muitos setores estarão sujeitos à dupla tributação, à dupla taxação, como é o caso, por exemplo, de calçados, máquinas, equipamentos, peças, componentes, confecções e produtos químicos que não sejam farmacêuticos. Para esses, infelizmente, a tarifa passa a ser de 37,5%”, destacou.
Segundo o MDIC, produtos como carne bovina, café, suco de laranja e frutas permanecem fora tanto da tarifa de 25% quanto da nova sobretaxa de 12,5%.
Ao todo, cerca de 2 mil produtos exportados pelo Brasil aos Estados Unidos ficaram isentos das duas medidas.
O MDIC informou que ainda não existe ainda uma lista completa dos produtos que sofrerão dupla tarifação. Segundo a pasta, o governo continuará nos próximos dias a fazer o levantamento de todos os itens afetados simultaneamente pelas sobretaxas de 25% e de 12,5%.
Negociação primeiro
O ministro afirmou que o governo brasileiro continuará priorizando o diálogo com Washington para tentar reverter as tarifas.
Ao mesmo tempo, ressaltou que o país não abrirá mão dos instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade Econômica, sancionada neste ano para permitir resposta a medidas comerciais consideradas injustificadas.
“O Brasil não pode renunciar à possibilidade de usar o instrumento da reciprocidade. Seria abrir mão de um direito que protege a economia brasileira e os interesses do Brasil”, disse.
Segundo ele, a adoção de eventuais medidas dependerá da evolução das negociações.
“O momento e a forma de fazê-lo é que o tempo vai determinar. É óbvio que o interesse primário é negociar. É óbvio que o objetivo é evitar e afastar essas tarifas, porque elas são extremamente injustas e muito danosas”, afirmou.
Próximos passos
De acordo com Márcio Elias Rosa, a prioridade do governo neste momento é apoiar os setores mais afetados pelas tarifas, ampliar a busca por novos mercados e preparar a estratégia jurídica e diplomática do Brasil.
O ministro informou que o governo pretende retomar as conversas com as autoridades americanas no próximo mês, após concluir o levantamento dos impactos da nova medida sobre as exportações brasileiras.
Enquanto isso, empresas atingidas poderão contar com recursos do programa Brasil Soberano, que disponibilizou R$ 18,5 bilhões em crédito para capital de giro, investimentos, inovação e abertura de novos mercados.
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